As Vadias do James Brown


Putinha de Ocasião

 

 

 

A plataforma do metrô tava lotada. Silvio Cappo sempre olhava toda extensão da plataforma. Andava lentamente de cabo a rabo, a fim de encontrar uma bunda bem recheada pra encoxar na entrada do vagão. Se encontrasse alguma do seu feitio fazia questão de ser notado pela beldade. Olhava descarado, apertava os bagos. Gostava que ela percebesse o quanto aquilo tudo fazia bem pra ele. Algumas olhavam feio, saíam de perto. Outras comentavam com alguma amiga que estivesse junto. Dava um sorriso leve e se orgulhava com o que estava proporcionando. Era difícil que a recepção fosse amistosa. Mas quando acontecia, ele chegava junto. Falava escroto, não soltava o pau. Até seus trocados ele oferecia, caso a menina deixasse que ele se metesse a voyeur. Sabe lá, às vezes a mina podia ser uma putinha fora de expediente. Ou não. Podia ser uma pretensa puta, vendo ali uma oportunidade pra ingressar no ramo. Ou simplesmente uma mina orgulhosa pelo fato de um cara confundi-la com uma puta. Valia arriscar, chegar junto, arrochar sem medo. Tinha como máxima a sabedoria popular, que o homem tem o “não” como certo. Daí baixava a guarda do orgulho e se arriscava, que nem um cachorro vira-latas atrás de uma cadelinha no cio.

Nesse dia tinha uma delas desfilando na plataforma. Vestia um shortinho de lycra que cobria uma calcinha mínima. Por cima era só uma mini blusa sem soutien. Bicos do peito ouriçados, levemente bêbada. Era a visão do paraíso, a garota era dona das maiores e firmes coxas acompanhadas de uma bunda devidamente proporcional. Tinha peitos pequenos e isso sempre era um bom sinal pra Cappo. Peitos pequenos e bunda grande.

Quando garoto era obcecado pelas garotas das revistas pornográficas. Naquele tempo preferia as peitudas. Nunca tinha visto uma potranca de perto. No papel, peitos grandes eram mais bacanas. Proporcionavam mais tesão. Mas quando viu a primeira mulher de perto, assim, com uma calcinha socada no meio do rabo e aquela carne toda, dura e saltando pra fora, não teve dúvidas, era aquilo que o deixava em riste. Era aquilo que tirava sua concentração. A partir dali, quando devia ter no máximo dezessete anos, ele sacou o que fazia sua pica endurecer. Dali pra frente quando de fato o sexo fosse colocado em prática, sua preferência seriam as rabudas. Caso desse sorte com uma que fosse boa de rabo e de bunda , entraria em transe, enfraqueceria e seria escravo dessa mulher.

Por enquanto o que ele tinha pela frente era só uma rabuda. Mas era a melhor carne que tinha visto. De longe sentia o cheiro saindo da bucetinha, provavelmente molhada de tesão. Ela cantarolava a musiquinha que escutava no mp3. Dançava, olhava em volta. Sacava Silvio. Ele segurava os bagos, mexia e remexia por cima da calça. Ela sorria leve. Rebolava mais. Fingia amarrar o tênis, só pra arrebitar a bunda. Silvio sacou do bolso da jaqueta uma garrafinha com um bocado de Domecq. Meteu um gole pela goela. Esquentou, criou coragem e chegou junto da garota. Ela ignorava sua presença, continuava cantando. Não havia um macho na plataforma que não tivesse ouriçado. Encoxavam a menina na entrada do vagão. Ela balançava e dava bundadinhas pra trás. Rebolava, encaixava e depois ia pra frente. Diante de todas as putinhas que Silvio tinha visto no metrô, nenhuma era tão puta e gostosa como aquela. Não poderia deixar que escapasse. Sentou no banco em frente o da garota e pensou. “Onde essa vaca saltar eu também salto”. A menina foi longe, até a rodoviária do Tietê. Silvio desceu do vagão e conferiu os bolsos. Tava tudo lá, cartão e talão de cheques. Se precisasse viajar pra longe só pra continuar olhando aquela bisca, viajaria. A moça parou no guichê, onde as pessoas que vão pra Jundiaí compram seus bilhetes. Colou atrás da sua bunda e comprou um bilhete pro mesmo ônibus. Desceu a escada rolante e parou no quiosque onde a garota comia um pão de queijo com pingado. Ela parecia mais sóbria depois do café. Olhou pra ele e disse: “Você vai mesmo pra Jundiaí, ou tá só me seguindo ?”

“Parece que eu vou mesmo pra Jundiai.”

“É, eu sou de lá.”

“Eu vou pra Jundiaí, só porque seu rabo tá indo pra lá”.

“E eu? Comigo você não se importa?”

“A única coisa importante em você é que seja suscetível o suficiente pra deixar eu bater uma punheta vendo seu rabo de perto.”

“Você é muito cara de pau.”

“Nem tanto, sua bunda é que é muito grande.”

“Se você quiser isso, a gente pode ir até o banheiro, mas vai sair caro.”

“Quanto?”

“Cem paus”

“Cem paus eu como uma puta de verdade”

“Vai ver que é por isso que eu cobro caro, eu não sou puta de verdade.”

“Tá, eu pago.”

“Só pra ver? Com cem paus você pode comprar um monte de revistas e dvds piratas de putaria.”

“É?! Então vamos logo. Antes que eu mude de idéia e resolva seguir sua sugestão.”

“Você conhece algum lugar?”

“Tem um bar, aqui fora da rodoviária. Sabe como é. Aqui dentro não dá. Tem câmeras por tudo quanto é canto.”

Os dois desceram as escadas. Silvio tava que não se agüentava. Mexia na pica e a porra vinha. Parava na porta e com muito esforço voltava. Ela sugeriu que pelos mesmos cem paus, além de deixar que ele visse de perto, ela também chuparia caso tivesse um rola bonita e limpinha. Não precisava ser muito grande. O mais importante é que fosse bem limpa. Aquilo o deixou mais tesudo. Desceu três degraus olhando aquela bunda e gozou. Disse que o trato tava desfeito. Na sua calça tinha um manchão de porra dando pala. Ela riu e pediu os cem.

 

“Mas a gente não foi, você nem baixou o shorts pra eu ver a calcinha”

 

“Cara! E os direitos autorais pela minha bunda. Você gozou por causa dela. Então vai ter que pagar, senão eu chamo a polícia e os homi vão ver essa porra toda.”

Silvio abriu a carteira, tinha cem paus em duas notas de cinqüenta. Ela pediu dobrado, porque como ele tinha gozado na rua a coisa toda ficara  mais cara.

“Posso pagar em cheque os outros cem?”

“Pode.”

“Tá aqui, então, certinho. Mas não dá pra fazer uma presa?  Tô com vontade de novo.  Dei duzentos. Dá pra fazer aquela chupetinha?”

A menina olhou pra nota, depois pra mancha na calça branca de Silvio. Depois olhou pros dois seguranças do metrô que vinham na direção deles. Ela chamou pelos homens e foi eloqüente : “Esse cara estava se masturbando atrás de mim. Peguei ele gozando na caruda.”

Os dois agentes olharam bem pra bunda da menina e depois pro Silvio e disseram:

“Nós entendemos você, garoto. Mas de qualquer jeito vai ter que nos acompanhar.”

 

 



Escrito por Blue Velvet às 18h30
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Cachorros Uivando Na Madrugada

 

 

 

Uns dias atrás eu tava na janela do meu quarto. Tava chovendo há uns dois dias seguidos e alguns cães se divertiam um bocado independentemente da chuva que caia sobre eles. Eles trepavam um bocado na única cadelinha presente. Havia um manco no meio deles. Um pitoco cheio de tesão que levava o maior trampo pra alcançar a cachorra. Ela parecia querer sexo com todos os presentes, não tava numas de escolher. Ali a democracia imperava. Nenhum dos cachorros brigavam pela xavasquinha. Cada um, civilizadamente esperava sua vez e alternavam. Davam rolês até a esquina pra ver se a barra tava limpa e voltavam pro rodízio. Eram como vários brothers descolando uma vagabunda no meio da noite. Aquela vagabunda gente boa que decide dar pra todo mundo e faz isso com a maior naturalidade do mundo. Saca que todo mundo ali é brother e jamais vai criar algum tipo de indisposição entre eles. Aquela vagaba que conhece um homem de perto e respeita seus códigos morais. Não estão numas ostentar o poder da xavasca e sim compartilhá-la da melhor maneira possível. Aí um cara no busão solta uma dessas: “Mulher só dá se o cara tiver grana” e o outro um bocado mais realizado retruca: “Essas existem sim, mas tem um monte de bucetinha por aí que só tá mesmo é afins de dar e pronto, você é que tá andando pelos lugares errados”. É óbvio que concordei com o segundo, se o cara quiser as Pamelas Andersons de Moema e da Vila Olímpia vai ter que sair de casa regado da nota. Vai ter que bancar uma garrafa de Absolut e várias latinhas de Red Bull, ainda vai ter que descolar uma boca quente com pó bom. O carro vai ter que ser bacana. E ainda assim a bucetinha nem sempre é cheirosa. No toca fitas vai ter que rolar a pior música. O cara vai ser escutar os piores assuntos. Mas o tipo de imbecil que acha que mulher boa é só aquela que vai drenar seus trocados, não merece coisa melhor. Esse tem que ficar numas de fomentador de putinhas de quinta. Aquelas pré fabricadas de óclão, bota e cabelos loiros com chapinha. Esse tipo de mina eu me contento as assistindo em filmes pornôs. De perto não consigo manter minha presença por mais de cinco minutos. E minha presença pra elas obviamente também torna-se um troço insuportável.

No mais, fico tranqüilo enquanto os cachorros trepam e estão felizes. Enquanto a molecada conta suas aventuras pra mim. Eles falam que as guriazinhas de hoje tão liberando o big mac, sem frescura, nas esquinas da Augusta, assim de graça. E se isso tá afetando os puteiros, eu não sei de nada. Acho que onde há putaria, há espaço pra todo mundo. E na putaria onde cabe um pau, cabe dois. Só sei de uma coisa, tem uma molecada se divertindo um bocado com isso. E cachorros uivando na madrugada.



Escrito por Blue Velvet às 23h49
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Vadias de James Brown Forever

 

Ok. Já me chamaram de homofóbico algumas vezes por causa da posição que eu coloco alguns personagens diante do mundo viadístico. Já me chamaram de machista também, porque geralmente minhas personagens são piranhas. Não estou me justificando. A coisa por aqui vai continuar como está. Principalmente o nome do blog. Até porque, na medida do possível, eu estou lidando com personagens. A primeira pessoa não sou eu. Sacaram? É claro que a maioria dos leitores desse blog e dos meus livros sacaram. Mas existe uma minoria que não saca. Geralmente as ofensas são diretas a mim e acontece mais por parte dos leitores dos contos que publiquei em livros. Por aqui, pelo menos, nunca rolou nenhuma ofensa. A coisa acontece mais na rua mesmo. Algumas lésbicas me acusam de homofóbico e machista, é claro que isso parte apenas das lésbicas limitadas no seu mundinho da Loca e imediações da Frei Caneca. Quando muito, elas lêem alguma coluninha feminista no jornal. Quanto aos gays, muitos curtem o que eu escrevo. Alguns dizem descaradamente que gostariam de ser uma das Vadias de James Brown. Mas geralmente o provedor do prazer, quando bicha, é um traveco. Simplesmente pra coisa ficar mais divertida pra quem estiver enrabando. Quanto às piranhas, as que não tem nenhum problema com o próprio comportamento, também ficam numas de protagonizar uma dessas histórias. E algumas das que não são, curtem numas de voyeurismo. Porra! Não existe nada mais sacal do que mulher pudica que entra numas de criticar a piranhagem, ou meter o pau em quem fala delas sem pudor. 

 

 

 

 

Gardenal e Gold Label

 

   Nunca fui muito com a fuça do Ronaldinho Gardenal. O sujeito sempre apareceu com aquela cara de idiota posando pras revistas de celebridades. Sempre posando com uma criatura que acompanhasse sua idiotice, assim, pra ficar bacana na foto. Nunca gostei de jogadores de futebol que são mais interessantes pros papparazzos do que pro próprio futebol. Mas na semana passada eu vejo o cara, bem mais gordo, muito parecido com o comediante Bussunda. Minha primeira impressão foi  “o Ronaldinho está parecendo mais humano. Tá dizendo um foda-se. Já era mesmo minha carreira futebolística e agora vou virar um porco gordo cheirador e fodedor de bibas”.  

 Pra mim, foder bibas está longe de tirar o mérito de um cara, agora, bem que ele podia ter escolhido melhor as bonecas. Já foi o tempo que por aqui existiam travestis bacanas, bem fornidas. Bem antes da mulher melancia existiam uma porrada de rabudas desfilando pela avenida Indianópolis, pelas imediações da Amaral Gurgel e Jóquei Club. Mas a oferta italiana, assim como ocorreu com os jogadores de futebol, atraiu as beldades pra lá. Deve ter sido isso, o cabra viu muita traveca em Milão. E chegando por aqui não resistiu. Bateu uma crise braba de abstinência. Os italianos importaram as melhores e o que sobrou por aqui foram só os refugos. O excesso de álcool perturba a vista, melhorando qualquer bagaceira em cinqüenta por cento. O garoto acabou confundindo as travecas brasileiras do calçadão com as beldades que foram ganhar a vida em Milão. O que ele queria era mulher de rola, mas fica meio difícil o cara assumir essa bronca, assim na seca, em cadeia nacional. Daí, na maior cara de pau, e não há álcool suficiente pra tal confusão, o craque diz que confundiu as bichas com prostitutas. Eu mesmo já vi coisas bem melhores mostrando o rabo pela noite  adentro. Meninas turbinadas que se não fosse pelo tripé, até passariam por mulheres. E que mulheres! Mas aquelas três, pra confundir, só se fosse com muito Gardenal. Existem coisas que o dinheiro não compra e uma delas é o bom gosto. Volto a dizer, meter com travesti não é nenhum demérito. Desde que o cara escolha uma que seja  realmente gostosa. No mais, nessa porrinha de mundo de celebridades, onde qualquer bostinha consegue seus dias de fama, essa foi a hora e a vez das bibas.  Pegaram o mané. Hehe, Ronaldinho, misturar seu Gardenal com pó e uísque dá nisso.



Escrito por Blue Velvet às 21h15
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Big Royalties

Eu tava passando pela banca de jornal e vi uma  bunda enorme, redonda. Sempre fui ligado em mulheres de papel, desde pequenino. Elas me fisgam. Se o trampo de fotoshop influencia muito nas curvas dessas beldades ou não, isso realmente não me importa. Não vou ter um caso com elas. Pelo menos a probabilidade disso acontecer é muito pequena. E esse não é o lance, sempre preferi mesmo que elas ficassem no papel. Até porque abrindo a boca, emitindo suas opiniões... devem ser um terror, cantando então... nem se fala. Fora do papel gosto de ver essas beldades rebolando. E é claro que eu tomo cuidado com meus ouvidos, botando o som no zero. Só voyerizo e bato uma religiosa. Mas como já disse, só assisto sem trilha sonora. Bato as minhas e isso ocupa um tempo diminuto no meu dia. Se aquelas bundas enfiadas numa micro calcinha valem a nota, elas que façam bom proveito. Que aproveitem bem seus royalties. Eu mesmo sempre preferi mulheres que soubessem falar antes de rebolar. E existem muitas por aí. Inclusive mulheres inteligentes e de bundas fartas. Se algumas preferem que a  bunda chegue primeiro, é só uma questão de opção. Cada um com seu talento. Gosto de falar com mulheres e gosto de foder com mulheres. O fato é que se eu puder fazer as duas coisas com uma mulher, me sinto definitivamente mais humano. E isso já está resolvido.



Escrito por Blue Velvet às 04h00
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E a Tracy faz esse filme também. É o "Cry Baby", com o Jonny Deep e o Iggy Pop.

 



Escrito por Blue Velvet às 18h11
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Eu tava fuçando no google e descobri que saiu uma coleção de dvds da Tracy Lords

  • Coleção Tracy Lords a Musa do Pornô da decada de 70 e 80 - Foto 1
  • Coleção Tracy Lords a Musa do Pornô da decada de 70 e 80 - Foto 2
  • Coleção Tracy Lords a Musa do Pornô da decada de 70 e 80 - Foto 3
  • Coleção Tracy Lords a Musa do Pornô da decada de 70 e 80 - Foto 4


  • Escrito por Blue Velvet às 18h05
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    Só pra enfeitar o ambiente, vai aí a Mônica Belucci

    Monica Bellucci Wallpaper



    Escrito por Blue Velvet às 05h15
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    Neal Cassady Roubou Meu Maveco

    Esse é  meu outro blog. O endereço é: www.carlaccio.zip.net . Agora  tô equipado. Tô trampando com um computador desengruvinhado, então o speed tá funcionando em sua potência máxima. Assim posso postar bem mais por lá. As putarias por aqui continuam semanalmente, até porque não tenho uma criatividade tão pervertida pra criar putanices diariamente. Desejo a todos uma boa foda ao acordarem. Nada como uma boa foda ao acordar. É o melhor breakfeast que um ser humano pode ter



    Escrito por Blue Velvet às 05h06
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    Ovos Fritos

     

     

    Há muito tempo atrás, num dia ermo. Eu tava lá coçando meus culhões. Com uma boa gemada pra lascar em cima de uma menina. Mas não havia nenhuma disponível. No meu pedaço, ou eram muito crianças, ou já tavam na idade do interesse. Sabe como é, moleque loser se fodendo. Na vila a molecada com dois ou três anos a mais que a minha idade possuíam aquelas mobiletes horríveis que estouravam nossos tímpanos. As adolescentes só faltavam gozar por conta disso. Eu só tinha uma bicicleta. Uma extra nylon chapada. Era boa pra pular rampas. Fazíamos uma espécie de desafio mortal. Botávamos uns moleques deitados logo após a saída da rampinha e tomávamos distância.  Depois vínhamos com todo gás pra pular. Tirávamos fininhas de crânios e órgãos vitais. Éramos um grupo de perdedores infalíveis tentando tirar o suspiro de alguma garota. Mas nada.

    A única que nos dava bola era a Carlinha. Mas éramos pelo menos uma meia dúzia disputando a garota que bancava a Betty Boop e sempre nos deixava na mão. Mas de qualquer maneira era uma esperança. Um motivo pra avançar. Enfim, só dávamos nossas encoxadas esporadicamente, numa festinha dançando alguma música lenta horrível. Nessa festas eu me trajava praticamente como o Magnum. Às vezes botava um raybanzinho que meu pai tinha no estoque. Me equipava no requinte da breguice. Era ridículo, era engraçado. Às vezes dava certo. A gemada ia se acumulando nos testículos. Punheta era a solução. Muita punheta que eu batia em homenagem às donas de casa da vizinhança. Tinha uma , a mãe do Tiaguinho. Era uma beldade. Meio gordinha. Dona de uma bunda pra encher a privada. Se enfiava num mini - shortinho. Dava pra ver a polpa da sua bunda e tudo mais. Pra ela eu era só um pivete inocente. Tinha cara de inocente e isso me valia um bocado. Gravava sua bunda e depois me acabava durante o banho. Quando a luz do seu quarto acendia, lá pelas dez da noite, geralmente estávamos vagabundeando pela rua. Ficávamos atentos. O Pinico dizia que quando crescesse iria se casar pra meter todos os dias. Quando a luz se apagava era hora da fodelança em nossas mentes insalubres. Não ouvíamos seus gemidos, nem nada. Ainda não sabíamos direito que uma fêmea poderia espernear um bocado quando levava um ferro. Nunca tínhamos tocado uma buceta que não fosse de celulose. Ás vezes um pensamento terrível me assombrava - e se nenhuma mulher quisesse me proporcionar o prazer da luxúria ? Aquela vontade toda iria infectar meus neurônios. Iria enlouquecer. Ouvíamos estórias escabrosas de estupradores que atentavam contra colegiais do bairro na saída da escola. Pensava que talvez as mulheres estivessem faltando com eles e aquela seria a última saída. Tinha medo de me tornar um deles e acabar numa cela pelo resto da minha vida. Sem direito a nada, nem visita íntima. Até que um dia me deparei com os classificados de sexo. Não sabia que uma prostituta poderia ser arranjada de maneira tão simples e por um preço acessível. Achava que era coisa só do cinema ou um luxo disponível apenas pra milionários. E naquela idade eu já tinha certeza que nunca me tornaria um milionário. Comecei a discar os números. Tentava disfarçar minha voz de pivete. Falava com elas, pedia descrições detalhadas de seus corpos e o que elas fariam comigo na cama. Disfarçava mal minha voz de garnisé. Algumas entendiam meu desespero e me aguçavam. Pelo menos fomentavam minha imaginação. Era melhor do que nada. Eu me acabava. Ainda não existia sexo virtual e nem tele sexo. Eu fazia aquilo por instinto. Me descobri um voyeur auditivo. Havia putas baratas. Ficava mais tranqüilo. Não me tornaria um estuprador e nem um débil mental. Poderia foder assim como quem pede um prato de comida. Era um negócio como qualquer outro. Assim que me tornasse um machinho com um trabalho de office boy iria investir meus trocados nesse tipo de prazer. Iria buscar incessantemente uma que se parecesse com a mãe do Tiaguinho. Pensava que talvez ela até fosse uma delas quando me deleitava pelo telefone. Seria um futuro promissor e minha gemada jamais iria cozinhar nos meus culhões.



    Escrito por Blue Velvet às 18h24
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    Só por uma noite

     

    Ela era a garota. Tinha uma bucetinha muito parecida com um big mac. Freqüentava lugares que eu não ia muito com a fuça. Viviam me convidando pra encher a cara. Ela e seu namorado. O cara vivia com uma camiseta do Iggy Pop, gostava de Andy Warhol. Colecionava posts do cara. Fora os Stooges e o Iggy Pop seus gostos em geral não batiam com o meu. Sempre desconfiei das pessoas que gostam do Warhol. Não manjo nada de pintura, mas sou um pouco arrogante pra desprezar algumas coisas que não conheço.

    De uma forma geral, o casal era simpático. Bebiam cerveja boa, mas isso não era o suficiente pra fazer com que eu enchesse a cara com eles. Insistiam, faziam cara de chateados. Aquilo parecia sincero, mas eu relutava. O garoto era mais insistente. Se a garota o superasse, talvez eu arregasse. Mas era ele que estava no comando. Então eu sempre inventava uma desculpa e escorregava.

    As coxas da menina eram fornidas. Tinha uma bunda imensa. Peitos em forma de maçã. Usava mini-saias curtas e sortidas. Não dispensava um salto alto. Com isso seu rabo melhorava ainda mais. A garota tinha consistência e o olhar perturbador de uma Juliette Lewis. Cheirava encrenca. Se estivesse sozinha eu arriscaria.

            Geralmente quem passava por eles era eu. Mas naquela quinta-feira foram eles que passaram por mim. E eu estava bêbado além da conta. O cara olhou pra mim. Exibia um riso cínico de quem saca a vitória do coldre. Cutucou sua garota e vieram só sorrisos em minha direção. Não tinha como escapar. Então olhei descaradamente pras coxas da menina. Eu fazia questão de ser escroto. Ela mexia os quadris como só uma boa putinha sabe mexer. Coisa de quem treina intensivamente com o maior número de homens possíveis. Sentaram do meu lado. Pediram uma dose de uísque pra eles e uma dupla pra mim. A gostosa sentou-se no meio e seu namoradinho acariciava seu corpo no maior descaramento. Era um bar de putas. Estávamos no lugar certo. Matei minha dose e olhei pra menina quase sendo estuprada. Não me restava nada a fazer ao não ser entrar no rolo. Meti a língua no seu pescoço e a mão no seu cuzinho. Meu pau estava quase estourando a braguilha. Ela sentia todo o volume por trás. Soltava gemidinhos. As putas profissionais olhavam com desprezo. Aquilo era uma concorrência desleal. A garota era dez vezes mais gostosa que elas e ainda por cima ia fazer uma boa suruba de graça. Os espectadores machos olhavam e apertavam a mala pra exibir o volume. Ela pegou nos ovos de um deles, que por ser mais ousado se aproximou da baixaria.

    “Tô sem grana, mas eu tenho uma Brasília, acho que dá pra nóis tudo fudê lá dentro.” O estranho disse.

    Eles não falaram nada. A garota assentia segurando no seu pau. Eu tava numas de cumplicidade com o escrotão. A garota não era nossa. Estávamos no lucro. E o menino dela era minoria. Teriam que aceitar nossas condições. Entramos na Brasília. O estranho era eletricista e tinha quilos de fio no banco de trás. A garota olhou aquilo e pediu pra que não os violentássemos. Seu namorado era magrinho e não poderia fazer muita coisa caso resolvêssemos foder seu corpo ao nosso modo. Eu só perguntei se ela agüentava nossos paus no seu cuzinho. Ela olhou e chupou um pouco de nós dois. Assentiu quando arrancou um pote de vaselina da bolsa e besuntou aquele rabão todo. Seu garoto batia uma punheta e gemia como uma garota  enquanto fazíamos da sua putinha um misto quente. Ela se desvencilhou dos nossos paus e encheu o cu do seu namoradinho de lubrificante. Pediu que comêssemos o cara. Se fizéssemos ela seria só nossa por uma noite. Esse era o preço. Mas a bela bunda da garota fazia valer a pena.



    Escrito por Blue Velvet às 16h47
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    Se o La Carne fosse um destilado, certamente seria uma garrafa de Fundador

     

    Vou abrir uma exceção aqui no James. Normalmente eu só posto por aqui estórias de putaria. Mas hoje os homi vão tocar, e essa é uma das melhores bandas de rock n’roll que eu tive o prazer de escutar nos últimos tempos. Hoje tem La Carne no Cidadão do Mundo. E essa é uma daquelas bandas capazes de fazer com que eu seque uma garrafa de conhaque durante o show, embora eu não vá fazer isso hoje por causa de uma gastrite que vem corroendo meu estômago lentamente. Vou ficar na vontade, porque as letras são precisas, sacadas do coldre, uma  ameaça. Vou ficar na vontade de secar a garrafa de Domec, o ideal mesmo seria uma de Fundador,  porque os caras tem as manha de misturar essas letras num rokão seco e extremamente bem trampado. Mas se não estou mais podendo com o conhaque eu ainda tenho no meu arsenal uma Serra Preta, e isso me mantém tranqüilo.

    foto de lacarne_ em 26/03/08


    Escrito por Blue Velvet às 12h48
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    O Prêmio do Bicho

     

     

     

    Soraia tinha 18 anos. Segurava sua prancheta de cadernos cobrindo seus peitões. Rebolava com maestria. Sua bunda sempre estava embalada numas calças de lycra. A calcinha aparecia minúscula, marcada pela calça. O salto alto tonificava tudo. A coisa toda ganhava uma boa porcentagem de curvas. Por onde ela passasse as buzinas disparavam, os pescoços se torciam até o último instante e  ela flanava com um meio sorriso. Era mais que vaidade, aquele sorriso pedia rola. Era imaginativo, sugestivo. Quanto mais podrão fosse o sujeito que falasse alguma coisa sacana pra ela na rua, quanto mais escroto o naipe da sacanagem, mais ela se bacaneava. Dava pra perceber pelo rebolado, pelos bicos do peito sobressaltados. Se um sujeito passasse por ela e falasse alguma coisa do tipo: " E aí vagabundinha esse rabão todo tá pedindo pra assar minha lingüiça" ou: "E aí sua égua, tô com vontade de esporrar só de olhar pro teu rabo". Se o cara tivesse a  cara de falar isso pra ela sem o mínimo pudor, se falasse em alto e bom tom pra que todos escutassem, ela ouriçava, ria um pouco mais e rebolava pedindo todas aquelas rolas que a tratavam que nem uma vagabundinha de quinta categoria. Segundo as línguas do bairro, ela falava sobre todos os nomes que os machos lhe diziam na rua. Ela contava e seu  namoradinho se misturava no ciúme e no tesão e fodia a piranha pelo resto da noite. Fodia e não adiantava, seu pau não parecia ser o suficiente para aquela buceta rosada e insaciável. O bairro inteiro percebia. A coxudona se destacava. Homem que fosse de verdade não passaria incólume pela sua presença. Tinha tetas enormes e duras, uma bunda que passava ao largo de um metro, cintura fina. Cara de puta. Era mulher pra vários homens de uma só vez. Estranhava-se que ela não trepasse por uma boa remuneração ou não fizesse nenhum filme pornográfico. Talvez começasse logo. Tinha acabado e fazer dezoito anos. Tava na hora de pôr a buceta a juros.

         Sandoval era o rei do bilhar e também o cara que fazia o jogo do bicho. Vivia no botequim do Júlio. Se alimentava de Dreher, era amarelo, de canela fina. Só fígado. Da esquina podia-se sentir o cheiro podre que vinha de dentro de Sandoval. Vivia se regozijando que era parada dura, que seu pau era o maioral. Grosso e cheio de veias, que endurecia fácil e esporrava longe. Abastecia uma putinha de doze anos, pagava-lhe pequenas besteiras e atolava na sua florzinha sempre que tinha vontade. Mas seu desejo era Soraia. Nunca tinha tido uma mulher daquele naipe na cama, no mato, onde quer que fosse. Sabia que se ela lhe desse uma oportunidade, não se arrependeria.

        O bar do Júlio poderia virar um puteiro, ele dizia. Tinha um salão de bilhar nos fundos e umas máquinas de fazer dinheiro. Os caça- níqueis estavam lacrados pela prefeitura, dava pra tirar de lá e botar uns rabões no lugar. Nessa linha de raciocínio ele teve uma idéia. A idéia era fazer uma vaquinha entre a boemia toda e arrecadar dinheiro suficiente capaz de convencer Soraia a fazer um strip tease. Uns trezentos paus valia, ela ia ficar tentada. Daí O Zé do Tambor soltou essa: "Com trezentos paus eu como quinze putinhas ali na avenida. Tá vendo aquele puteirinho ali?  Ó!!! Tá vendo ? Quinzinho e elas libera a bundinha ".

     

    "Mas ali não tem mulher que nem essa vagabunda, e tem mais, essa nem é profissional. A gente é que vai convencer ela a virar puta por uma noite." Disse Sandoval.

    "E quem é que vai atolar a rola na muié"

    "Sei lá, a gente dá umas pinga pra ela e quem sabe ela não faz uma suruba com a gente."

    "Eu não participo de suruba, mano, nem com ela na pegada. Ou é eu e a muié, ou nada, suruba, homem roçando homem , nem fudendo." Disse o Zé do Tambor.

    "Certo, gente pode sortear, ou diputar no dominó."

    "Melhor, ela pode ser o prêmio do bicho, Sandoval."

    "Fechado, essa é boa."

    "E a sua putinha, Sandoval, aquela criança ? Será que você pode rifar a menina também ? “

    Sandoval pegou seu trabuco atrás do balcão. E não falou nada. Só passou a flanela em volta e guardou de novo. A negada calou. Beberam um trago e baforaram os Derbies. Soraia passava do outro lado da rua, sozinha, de mini saia e top rosa shock. Nada melhor pra aliviar a vida suburbana da Vila Carioca. Sandoval foi galante. Passou o pentinho no cabelo ensebado, abotoou a camisa e atravessou a rua até o ponto de ônibus onde a ninfeta esperava o seu.

            Acertou tudo tranqüilamente com a  ninfeta. 300 paus pelo strip mais 100 pela trepada. E menina nem titubeou. Apenas deu um riso cínico diante da proposta e entrou no ônibus. À noite ela estaria lá, dez em ponto. Sandoval voltou pro bar se achando o dono da bola. Cheio da moral. Agora ele fazia e acontecia. Também era cafetão. O provedor da luxúria. Arrecadou a grana, meteu no bolso. Esperaram a noite. Beberam, jogaram caxeta, bilhar, beberam mais um pouco. Dez horas e tava todo mundo estalado, esperando aquele mais de metro de bunda dar o ar da graça. Já passava das dez e ela não aparecia. Sandoval começou a ser desacreditado diante de seus camaradas. Pediam-lhe o dinheiro de volta. Ele pedia um pouco de paciência. Que se ela não aparecesse, ele devolveria a grana de todo mundo. Que o dinheiro não ia sair correndo do seu bolso. Chegou onze e meia e nada da menina. Tava todo mundo brochando. Daí ela apareceu na porta. Atrás dela, uma cara meio índio, com a  cara talhada, magro e musculoso. Alguma  espécie de assassino profissional. O combinado não era necessariamente uma  apresentação de sexo explícito. Então um cara junto não fazia sentido. Segurou a grana na mão. O índio se aproximou do balcão e pediu uma pinga. O 38 do Sandoval tava descarregado. O índio apresentou uma bela faca de churrascaria no pescoço do aspirante a cafetão. Pediu a grana. Soraia ria cínica e rebolava de acordo com  a musiquinha que rolava em seu fone de ouvido. Ela rebolava bem, mas a música estava longe de ser boa. O resto do bar era só o que sobra num fim de noite. Ninguém se manifestou. Sandoval entregou a grana. O índio matou a pinga e agarrou a menina pela cintura. Saíram pela rua. Quase do outro lado do quarteirão, o índio enfiou a mão por baixo da saia da menina e apertou sua bunda, de modo que todos pudessem olhar aquele volume delicioso. Ela segurou firme sua benga enquanto o beijava. Se beijaram e se morderam um bocado. Depois o que dava pra perceber é que ela se abaixava e agora chupava ele pra valer. Até receber uma esporrada satisfatória no meio dos peitos.

     



    Escrito por Blue Velvet às 17h00
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    Loira rabudona - $ 20,00 (Uma bagatela)

     

     

     

    Vez ou outra eu dava umas bandas pela Praça do Correio. Subia a Capitão Salomão até o Largo do Paissandú. No meio do caminho sempre era abordado por uma putinha. Ali ficam as piores, então a coisa nunca dava pé, puta de rua no centro sempre parece ter bafo de porra. O motivo é simples : quase nunca tem uma pocilga decente pras meninas escovarem os dentes entre uma chupeta e outra. Mas na João Mendes a coisa era um pouco diferente, há um tempo atrás as meninas eram menos avariadas. Eu lembro bem de uma, ela era loira oxigenada, eu sempre preferi as oxigenadas, aquelas em que a loirice não combina. Aquele tipo que uma bicha olha e diz que está horrível, que a menina carece de bom gosto. São exatamente essas que me deixam em riste. Essa loira tinha um par de coxas de parar obra, de fazer pedreiro bambar em cima do andaime. Ela me abordou num domingo na hora do almoço. Eu me lembro bem do preço, uma bagatela pela carne de primeira, vinte paus mais o hotel, se eu quisesse, ela tinha uns esquemas ali perto. O lance era o seguinte, se fosse só chupeta dava pra fazer num boteco que ficava ali atrás da catedral, o dono do bar alugava o banheiro por cinco paus. Então por vinte cinco eu descarregava o ovo e fazia um omelete na boca da moça. Valia a pela, pra mim pelo menos valia. Eu sairia no lucro, não ela. Mas o fato é que eu não quis lucrar. Já tinha fornicado com trocentas putinhas entre as que exigem remuneração e as que não exigem. Mas naquele momento, por causa de uma carolice, que de vez em quando me assola, eu não forniquei. Fiquei com uma pedra dando pala pro lado direito da cueca, mas não fui além. Eu via a torre da catedral naquele momento em que o mundo me proporcionava o maior dos prazeres, o melhor dos pecados capitais, que é a luxúria. Talvez por estar ao lado da maior igreja da cidade eu tenha afrouxado. E daí meu carolismo falou mais alto, ganhou do putão aqui. 1x0 pro meu catolicismo. Não que algum dia eu tenha deixado de ser católico.  Mas me limito a fazer o sinal da cruz diante das igrejas pelas quais eu esteja passando. Entrar dentro de uma eu não entro há alguns anos. Missa, então, eu não assisto  há pelo menos uns dez.  E não comungo mais desde os doze anos de idade. Mas alguma coisa  carola ainda me perseguia e foi essa coisa que fez que eu não me deleitasse naquela coxudona, naquela bunda de cento e vinte centímetros. Tudo ali na minha frente por um preço promocional. Se pá, Deus foi quem botou aquele presente na calçada e  me guiou até lá. Talvez os sinos da catedral fossem um convite pro paraíso. Eu fui um moleque que freqüentou todas as missas de domingo, que acompanhou  a  homilia sem dormir, que fez a primeira comunhão e depois comungou sem nenhuma lacuna, mesmo estando cheio de pecados não confessados e pica dura por causa das garotinhas gostosas que tocavam violão na igreja. De qualquer maneira eu era um devoto acima da média. Um devotinho que fez uma tremenda desfeita para aquela Maria Madalena extremamente bem fornida, vestindo uma micro saia jeans e meias de colegial. Aquela carne toda num salto alto me convidou pruma chupeta  e eu interpretei mal o que talvez fosse apenas um singelo presente de Deus.

     



    Escrito por Blue Velvet às 23h01
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    Neal Cassady Roubou Meu Maveco

    Além dessas putarias semanais que rolam por aqui, eu tenho um outro blog que é o Neal. Não é um blog de putanices e nem de graciosidades. É apenas um blog. O endereço é: www.carlaccio.zip.net

     



    Escrito por Blue Velvet às 12h01
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    Uma Foda, algumas Petecas e antes das Duas seu Bolso estará forrado da Nota

     

     

     

     

                De vez em quando alguém dava algum ponto pro Jurandir, lhe passava fumo pra vender na orla. Coisa mixa, nada que rendesse. O incauto tava cheirando mais do que podia bancar. Os descolados da Lapa mal podiam ver sua fuça. Oséas tinha seus esquemas, mas no momento tava queimado com os descolados. Sobrara Jurandir, Oséas lhe deu pó, coisa boa, pra vender. Recomendou que não malhasse a coisa com maisena, queria clientela fixa. Gostava que seu revendedor servisse  pó de qualidade. Jurandir pegou quarenta petecas gordas, um grama cada, nunca ninguém havia lhe dado tamanha pontuação. Era sua chance pra se destacar. Pra distribuir não precisava de muita lábia, conhecia umas putinhas do calçadão. Uma bunda morena, recheada e a cabeça feita era tudo que um gringo queria. Cada foda de um estrangeiro lhe renderia três ou quatro petecas, e antes das duas da matina seu bolso estaria forrado. Elas agilizavam seu lado e em troca Jura evitava que algum bêbado descontrolado afanasse a bunda delas. Daí era só apresentar a grana pro Oséas e ficar com o lucro. Era um negócio de duzentinho por noite,a  grande chance de Jura.

    Era noite quente de sexta feira. Putaiada duplicando a nota, estufando o bolso. Gringaiada esvaziando os ovos. Todo mundo no rendimento. Até o poeta com seus versinhos encadeados em forma de cordel tava se bacaneando. Jurandir na cachaça, nessa noite ia de São Francisco por que tava  de barão. Jussara via o pó descendo, chegou junto. Pediu três. "Depois que o Holandês pagar eu acerto". Engoliu a pica do gringo e sumiu, nem cheiro do suvaco de Jussara .  Jura desceu mais pinga, a cana caiu na garganta queimando de injuriação. Depois subiu pra cabeça e ele curtiu o relaxo. Tatiane que era da rua do Lavradio e  conhecia Jurandir de fama e de fracassos foi chegando rebolosa com sua imensa bunda tanajura. Pediu uma taturaninha e pegou na saroba do menino. Jura mandou mais uma boa talagada devido à sua empolgação. Abriu uns cinco papéis no Pierrot, perdeu a noção. Tati rebolava gostoso, tinha coxas torneadas, morenas e duras. Uns cento e vinte de bunda, redonda, cortada por uma micro calcinha branca. Passava a mão na buceta e dava pra Jura cheirar. Tava disposta a dar tudo aquilo pro Jurandir por setenta paus. A trepada, mais o dinheiro da pernoite no hotel da ladeira somava cento e dez paus. Era o que ele tinha no bolso. já tava na dívida de cem paus com Oséas, mas diante daquele rabo exuberante do qual Tatiane era dona, quem se importava. Oséas que tomasse suas providências. Jura queria assar sua lingüiça naquele cuzinho de Deus. Foram de ônibus pra Lapa, porque de táxi a grana não dava. Se pegaram no caminho. Tati fez uma presa pro cobrador, já que não tinham mais nem o do ônibus e  o coletivo tava vazio.

    Jura acordou de culhão e estoque vazio. Tati picara a mula levando o pó encalhado. Escorria um bocado de sangue do seu nariz e sua boca tinha gosto de pano sujo. A conta do hotel não tava paga. A recepcionista da manhã conhecia Jura de longa data e fez vistas grossas, não antes de esculhambar o infeliz. Ganhou as ruas, seus desafetos estavam dormindo naquela hora do dia. Enfiou sua cabeça debaixo de uma torneira e sentiu-se melhor. Depois pegou o bonde até Santa Tereza e ficou de boa sacando a paisagem até anoitecer. Sabia que precisava se retratar com Oséas, que àquela hora, já eram por volta das seis, ele estaria encomendando sua alma. Mais cedo ou mais tarde teria que se apresentar e pelo menos arrumar uma boa desculpa. Mas não adiantaria, quase metade da Lapa o tinha visto desfilando com a Tati. Oséas já devia estar sabendo da vacilada. O negócio seria descolar uma compensação pro mala. Ocorreu-lhe uma idéia. Oséas era feio, tinha um rosto amarelado, macilento, de quem toma cachaça e nunca come. Suas canelas eram finas e faltava um bocado de dentes na sua boca. E segundo as putinhas, seu pau era minúsculo, quase do tamanho do pau de uma criança. Nunca conseguia mulher, nem as putas nem as travecas o queriam. Podia pagar o que fosse que era esnobado, não havia profissionalismo que desse conta de tamanha feiúra. Sabia que Oséas andava desesperado por uma bacalhoada. Então o negócio era aparecer com uma garota diante dos olhos famintos do mala e quitar sua dívida. Não pensou mais sobre o assunto, desceu pra Copacabana. O lance seria esperar uma suequinha, uma que viesse atrás de um brilho. Ele tinha pouca bossa, mas com uma gringa seria fácil. Levaria a presa até a Lapa na promessa da melhor farinha. Ficou perto do Copa, descolou uma lata de cerveja pra fazer um tempo. Fazia cara de desejo, as gringas passavam falando enrolado e rindo, gostavam dos pretos e ele era um deles, tava no lucro naquele momento. Elas passavam e ele  acariciava o pau. Era bem dotado, deixou a trolha sobressalente. Elas olhavam, riam e falavam ainda mais enrolado. Uma olhou com mais afinco, era coxuda, tinha peitos enormes. Uma alemã bem cavalona. Ele levantou a latinha ameaçando um brinde, era um convite pra luxúria. A alemãzinha se aproximou, se destacando do bando que a  acompanhava. Jurandir segurava a lata com uma mão com a outra tocava a benga  por cima da calça. Os bicos dos peitos da loirinha despontaram, ela devia estar com o meio das pernas molhadas, ele pensou. A égua falava um pouco de português, o suficiente pra fazer a pergunta que era óbvia, e que ele esperava com tanta ansiedade. Ela queria saber onde podia conseguir um pouco de cocaína. Ele foi um pouco galante com a moça pra ganhar confiança e disse que ali não tinha, mas que conhecia um sujeito capaz de colocar a melhor que ela já tinha cheirado em toda  vida. Ela não titubeou e seguiu o rapaz. Pagou o táxi, e em menos de vinte minutos eles estavam na boca da  Lavradio. Naquele momento os pretos se multiplicaram diante dos olhos da moça. Eram tantos que os bicos de seus peitos pareciam  saltar pra fora. Ela era só sorriso. Os dois sentaram numa banquinha de calabreza pruma São Francisco. Se esbaldaram. Ela enrolava a língua e queria conhecer o tal cara que arranjaria o melhor pó do pedaço. Jura pediu que ela ficasse de boa, que Oséas apareceria dali a pouco. Em menos de quinze minutos o mala apareceu, macilento, intimando Jura. O moleque levou Oséas prum canto, numas de acalmar seus nervos.

    "Tá vendo aquela suequinha que tá comigo?"

    "Vi sim, e daí, eu quero os meus cenzinho."

    "Olha ela tá afins de ralar a xereca comigo, já pegou na minha vara e tudo, mas vai por mim, ela tá mais a fim de pó do que de rola, então se você descolar uma carinha pra ela, você pode sarobar a vadia à vontade. Que eu trouxe ela todinha pra você."

    Oséas mudou de feição. Parecia uma criança. Foi até a garota e se apresentou. Depois mostrou o que tinha na mão. A menina ria que nem uma hiena. Parecia que nunca tinha visto pó na vida. Jura ficou na dele e ela saiu abraçada com Oséas. O bicho ficou exibido com a potranca. Há muito tempo não era visto abraçado com uma fêmea, quanto mais uma gringa gostosona como aquela. O menino ficou numas de bebericar de leve o resto de pinga num copinho de plástico enquanto Oséas se afastava.  O bichinho tava exausto, capotou ali na barraquinha mesmo. Ficou relaxado durante uma hora, mas pareceu uma noite inteira. Acordou com Oséas batendo-lhe na cara.

    "Eu pensei que tava acertado, você fodeu ou não fodeu a gringa?"
    "Fodê eu fodi, e quer saber, fodi gostoso, até o cuzinho da vadia eu arreganhei, você precisava ver, era todo rosado, mas a parada dos cem nem é comigo, é com a Samanta."

    "Mas você tinha me falado...."

    "Não  tinha falado nada, eu te dei o bagulho pra você vender. Você vendeu e não compareceu com a nota , agora o lance é com a Samanta."

    Todo mundo sabia da fama da Samanta, era uma traveca pica grossa. Tinha o zóio raiado por causa dos tantos desafetos  espetados à faca pelas suas mãos. Era um cara alto e magrelo, com os ossos da cara sobressalentes e duas muchibas feitas de silicone industrial. Era um dos homens mais feios da face da terra que por capricho e senso de realeza se vestia de mulher. Jura já podia se imaginar agasalhado num paletó de madeira descendo lentamente  por uma  cova no cemitério do Caju.

     

    "E aí seu merda, cadê minha grana, viadinho ? " Disse Samanta.

    "Se você descolar mais uma cara da branca eu juro que negocio tudo até amanhã."

    "Sem chance, bostinha. A mona  aqui não é de dar arrego. Pisou na bola, paga."

    "Mas eu tô liso."

    "Espero que seu cuzinho também esteja, porque se não estiver eu depilo com os dentes. E ai de você se a cuequinha já estiver suja de cocô !"

    Samanta levantou a blusinha e mostrou a coronha. Tudo que Jura tinha a fazer era acompanhá-la até o hotel da ladeira. O mesmo hotelzinho que tinha presenciado sua deliciosa foda com Tatiane  na noite anterior. Não tinha escapatória, naquela noite seu cuzinho seria de Samanta.

     

     



    Escrito por Blue Velvet às 11h22
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