Vadias de James Brown Forever
Ok. Já me chamaram de homofóbico algumas vezes por causa da posição que eu coloco alguns personagens diante do mundo viadístico. Já me chamaram de machista também, porque geralmente minhas personagens são piranhas. Não estou me justificando. A coisa por aqui vai continuar como está. Principalmente o nome do blog. Até porque, na medida do possível, eu estou lidando com personagens. A primeira pessoa não sou eu. Sacaram? É claro que a maioria dos leitores desse blog e dos meus livros sacaram. Mas existe uma minoria que não saca. Geralmente as ofensas são diretas a mim e acontece mais por parte dos leitores dos contos que publiquei em livros. Por aqui, pelo menos, nunca rolou nenhuma ofensa. A coisa acontece mais na rua mesmo. Algumas lésbicas me acusam de homofóbico e machista, é claro que isso parte apenas das lésbicas limitadas no seu mundinho da Loca e imediações da Frei Caneca. Quando muito, elas lêem alguma coluninha feminista no jornal. Quanto aos gays, muitos curtem o que eu escrevo. Alguns dizem descaradamente que gostariam de ser uma das Vadias de James Brown. Mas geralmente o provedor do prazer, quando bicha, é um traveco. Simplesmente pra coisa ficar mais divertida pra quem estiver enrabando. Quanto às piranhas, as que não tem nenhum problema com o próprio comportamento, também ficam numas de protagonizar uma dessas histórias. E algumas das que não são, curtem numas de voyeurismo. Porra! Não existe nada mais sacal do que mulher pudica que entra numas de criticar a piranhagem, ou meter o pau em quem fala delas sem pudor.
Gardenal e Gold Label
Nunca fui muito com a fuça do Ronaldinho Gardenal. O sujeito sempre apareceu com aquela cara de idiota posando pras revistas de celebridades. Sempre posando com uma criatura que acompanhasse sua idiotice, assim, pra ficar bacana na foto. Nunca gostei de jogadores de futebol que são mais interessantes pros papparazzos do que pro próprio futebol. Mas na semana passada eu vejo o cara, bem mais gordo, muito parecido com o comediante Bussunda. Minha primeira impressão foi “o Ronaldinho está parecendo mais humano. Tá dizendo um foda-se. Já era mesmo minha carreira futebolística e agora vou virar um porco gordo cheirador e fodedor de bibas”.
Pra mim, foder bibas está longe de tirar o mérito de um cara, agora, bem que ele podia ter escolhido melhor as bonecas. Já foi o tempo que por aqui existiam travestis bacanas, bem fornidas. Bem antes da mulher melancia existiam uma porrada de rabudas desfilando pela avenida Indianópolis, pelas imediações da Amaral Gurgel e Jóquei Club. Mas a oferta italiana, assim como ocorreu com os jogadores de futebol, atraiu as beldades pra lá. Deve ter sido isso, o cabra viu muita traveca em Milão. E chegando por aqui não resistiu. Bateu uma crise braba de abstinência. Os italianos importaram as melhores e o que sobrou por aqui foram só os refugos. O excesso de álcool perturba a vista, melhorando qualquer bagaceira em cinqüenta por cento. O garoto acabou confundindo as travecas brasileiras do calçadão com as beldades que foram ganhar a vida em Milão. O que ele queria era mulher de rola, mas fica meio difícil o cara assumir essa bronca, assim na seca, em cadeia nacional. Daí, na maior cara de pau, e não há álcool suficiente pra tal confusão, o craque diz que confundiu as bichas com prostitutas. Eu mesmo já vi coisas bem melhores mostrando o rabo pela noite adentro. Meninas turbinadas que se não fosse pelo tripé, até passariam por mulheres. E que mulheres! Mas aquelas três, pra confundir, só se fosse com muito Gardenal. Existem coisas que o dinheiro não compra e uma delas é o bom gosto. Volto a dizer, meter com travesti não é nenhum demérito. Desde que o cara escolha uma que seja realmente gostosa. No mais, nessa porrinha de mundo de celebridades, onde qualquer bostinha consegue seus dias de fama, essa foi a hora e a vez das bibas. Pegaram o mané. Hehe, Ronaldinho, misturar seu Gardenal com pó e uísque dá nisso.
Escrito por Blue Velvet às 21h15
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