Putinha de Ocasião
A plataforma do metrô tava lotada. Silvio Cappo sempre olhava toda extensão da plataforma. Andava lentamente de cabo a rabo, a fim de encontrar uma bunda bem recheada pra encoxar na entrada do vagão. Se encontrasse alguma do seu feitio fazia questão de ser notado pela beldade. Olhava descarado, apertava os bagos. Gostava que ela percebesse o quanto aquilo tudo fazia bem pra ele. Algumas olhavam feio, saíam de perto. Outras comentavam com alguma amiga que estivesse junto. Dava um sorriso leve e se orgulhava com o que estava proporcionando. Era difícil que a recepção fosse amistosa. Mas quando acontecia, ele chegava junto. Falava escroto, não soltava o pau. Até seus trocados ele oferecia, caso a menina deixasse que ele se metesse a voyeur. Sabe lá, às vezes a mina podia ser uma putinha fora de expediente. Ou não. Podia ser uma pretensa puta, vendo ali uma oportunidade pra ingressar no ramo. Ou simplesmente uma mina orgulhosa pelo fato de um cara confundi-la com uma puta. Valia arriscar, chegar junto, arrochar sem medo. Tinha como máxima a sabedoria popular, que o homem tem o “não” como certo. Daí baixava a guarda do orgulho e se arriscava, que nem um cachorro vira-latas atrás de uma cadelinha no cio.
Nesse dia tinha uma delas desfilando na plataforma. Vestia um shortinho de lycra que cobria uma calcinha mínima. Por cima era só uma mini blusa sem soutien. Bicos do peito ouriçados, levemente bêbada. Era a visão do paraíso, a garota era dona das maiores e firmes coxas acompanhadas de uma bunda devidamente proporcional. Tinha peitos pequenos e isso sempre era um bom sinal pra Cappo. Peitos pequenos e bunda grande.
Quando garoto era obcecado pelas garotas das revistas pornográficas. Naquele tempo preferia as peitudas. Nunca tinha visto uma potranca de perto. No papel, peitos grandes eram mais bacanas. Proporcionavam mais tesão. Mas quando viu a primeira mulher de perto, assim, com uma calcinha socada no meio do rabo e aquela carne toda, dura e saltando pra fora, não teve dúvidas, era aquilo que o deixava em riste. Era aquilo que tirava sua concentração. A partir dali, quando devia ter no máximo dezessete anos, ele sacou o que fazia sua pica endurecer. Dali pra frente quando de fato o sexo fosse colocado em prática, sua preferência seriam as rabudas. Caso desse sorte com uma que fosse boa de rabo e de peito , entraria em transe, enfraqueceria e seria escravo dessa mulher.
Por enquanto o que ele tinha pela frente era só uma rabuda. Mas era a melhor carne que tinha visto. De longe sentia o cheiro saindo da bucetinha, provavelmente molhada de tesão. Ela cantarolava a musiquinha que escutava no mp3. Dançava, olhava em volta. Sacava Silvio. Ele segurava os bagos, mexia e remexia por cima da calça. Ela sorria leve. Rebolava mais. Fingia amarrar o tênis, só pra arrebitar a bunda. Silvio sacou do bolso da jaqueta uma garrafinha com um bocado de Domecq. Meteu um gole pela goela. Esquentou, criou coragem e chegou junto da garota. Ela ignorava sua presença, continuava cantando. Não havia um macho na plataforma que não tivesse ouriçado. Encoxavam a menina na entrada do vagão. Ela balançava e dava bundadinhas pra trás. Rebolava, encaixava e depois ia pra frente. Diante de todas as putinhas que Silvio tinha visto no metrô, nenhuma era tão puta e gostosa como aquela. Não poderia deixar que escapasse. Sentou no banco em frente o da garota e pensou. “Onde essa vaca saltar eu também salto”. A menina foi longe, até a rodoviária do Tietê. Silvio desceu do vagão e conferiu os bolsos. Tava tudo lá, cartão e talão de cheques. Se precisasse viajar pra longe só pra continuar olhando aquela bisca, viajaria. A moça parou no guichê, onde as pessoas que vão pra Jundiaí compram seus bilhetes. Colou atrás da sua bunda e comprou um bilhete pro mesmo ônibus. Desceu a escada rolante e parou no quiosque onde a garota comia um pão de queijo com pingado. Ela parecia mais sóbria depois do café. Olhou pra ele e disse: “Você vai mesmo pra Jundiaí, ou tá só me seguindo ?”
“Parece que eu vou mesmo pra Jundiai.”
“É, eu sou de lá.”
“Eu vou pra Jundiaí, só porque seu rabo tá indo pra lá”.
“E eu? Comigo você não se importa?”
“A única coisa importante em você é que seja suscetível o suficiente pra deixar eu bater uma punheta vendo seu rabo de perto.”
“Você é muito cara de pau.”
“Nem tanto, sua bunda é que é muito grande.”
“Se você quiser isso, a gente pode ir até o banheiro, mas vai sair caro.”
“Quanto?”
“Cem paus”
“Cem paus eu como uma puta de verdade”
“Vai ver que é por isso que eu cobro caro, eu não sou puta de verdade.”
“Tá, eu pago.”
“Só pra ver? Com cem paus você pode comprar um monte de revistas e dvds piratas de putaria.”
“É?! Então vamos logo. Antes que eu mude de idéia e resolva seguir sua sugestão.”
“Você conhece algum lugar?”
“Tem um bar, aqui fora da rodoviária. Sabe como é. Aqui dentro não dá. Tem câmeras por tudo quanto é canto.”
Os dois desceram as escadas. Silvio tava que não se agüentava. Mexia na pica e a porra vinha. Parava na porta e com muito esforço voltava. Ela sugeriu que pelos mesmos cem paus, além de deixar que ele visse de perto, ela também chuparia caso tivesse um rola bonita e limpinha. Não precisava ser muito grande. O mais importante é que fosse bem limpa. Aquilo o deixou mais tesudo. Desceu três degraus olhando aquela bunda e gozou. Disse que o trato tava desfeito. Na sua calça tinha um manchão de porra dando pala. Ela riu e pediu os cem.
“Mas a gente não foi, você nem baixou o shorts pra eu ver a calcinha”
“Cara! E os direitos autorais pela minha bunda. Você gozou por causa dela. Então vai ter que pagar, senão eu chamo a polícia e os homi vão ver essa porra toda.”
Silvio abriu a carteira, tinha cem paus em duas notas de cinqüenta. Ela pediu dobrado, porque como ele tinha gozado na rua a coisa toda ficara mais cara.
“Posso pagar em cheque os outros cem?”
“Pode.”
“Tá aqui, então, certinho. Mas não dá pra fazer uma presa? Tô com vontade de novo. Dei duzentos. Dá pra fazer aquela chupetinha?”
A menina olhou pra nota, depois pra mancha na calça branca de Silvio. Depois olhou pros dois seguranças do metrô que vinham na direção deles. Ela chamou pelos homens e foi eloqüente : “Esse cara estava se masturbando atrás de mim. Peguei ele gozando na caruda.”
Os dois agentes olharam bem pra bunda da menina e depois pro Silvio e disseram:
“Nós entendemos você, garoto. Mas de qualquer jeito vai ter que nos acompanhar.”
Escrito por Blue Velvet às 18h30
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