Rabada no Acampamento Eu tava à toa. Sem uma nota no bolso. Nada mesmo, nem a grana pruma passagem até Santos. Minha diversão era dar uma blitz nos puteiros do Largo da Batata. Tirando a índia que fazia de graça comigo, o resto só deixava mesmo eu lambê-las com a testa. Valia a pena. O que sobrava na memória eu aliviava em casa, com a cabeça cheia de conhaque, o que dá um ar de realidade pra coisa toda. Tinha uma putinha especial na casa, gostava de bastante homem de uma só vez. Tinha um talento natural pra trabalhar por ali. Essa sempre me atiçava, pegava no meu pau antes de eu ir embora e deixava eu apertar sua bunda. Essa valia uma homenagem completa, dava requinte a minha prática onanista. Com essa virtude toda a menina tinha seus cornos apaixonados por perto, esses tipos só admitiam que ela saísse com outros homens se tivesse sendo paga, se a relação fosse estritamente profissional. Uma pegada no pau alheio sem o devido pagamento da taxa podia acabar em quebra pau. O Ceará tava de olho na coxuda, virava mais copos quando me via do que em qualquer outra situação. Fechava os punhos e os cambau. Eu sabia que ia dar merda, mas não tava nem um pouco preocupado com a situação. A puta democratizava pro meu lado e eu não ia perder a carne porque um Mané decidiu que tinha que ser assim. Não deu outra, ele veio pro meu lado. Até o som foi desligado no meio da briga, e eu posso dizer que não perdi a melhor trilha sonora do momento. O cearense folgado levou um chão de primeira e eu fui expulso da casa. O dono já tava afins de fazer isso há muito tempo , só tava esperando a oportunidade certa. Perdi minha diversão por algum tempo. Com isso sobraram manhãs livres, acabava dormindo mais cedo por total falta do que fazer. Minha vagabundagem era um fracasso, meu set list andava vazio. Até que um brother me deu um toque de um show do Celso Blues Boy, de graça, numa praça da city. Tava lá, de calça jeans armada. Exaltado por causa das coxudinhas que desfilavam de um lado pro outro, mareadas com o blues sacana do homem. Eu não tinha uma cueca que prestasse, já tinha virado e desvirado cada uma do avesso. Elas estavam num ponto de total inutilização. Saí de casa sem cueca mesmo, dando pala de que estava afins de meter com uma daquelas meninas. Algumas olhavam descaradamente, naquela boa e velha vulgaridade que algumas mulheres possuem talentosamente. Prometi pra mim mesmo que a próxima que olhasse ia virar sopa. Alguma barangas olharam e eu não cumpri minha promessa de prima. Deixei pra mais tarde, pro clímax da situação. E deu certo minha artimanha. Uma moreninha olhou na descara, olhou e botou as mãos próximas da virilha. Depois começou a bater na própria bunda, numas de mostrar o quanto era grande e dura. Cheguei junto, quase encostando. Ela retribuiu como eu esperava. Era o clímax da situação. Tascou me um beijo, ali mesmo. Como se provasse pra si mesma que era uma putinha de verdade. O jeans não era suficiente pra esconder minha vontade. Levei a garota até as árvores e fiz justiça a palavra liberdade. Ela deu duas tímidas pegadas e entrou numas de ficar sóbria justamente ali. Regulou o resto, guardei o troço e descemos a rua de volta pro Celso Blues Boy. Fiquei na minha e confesso que o blues já havia perdido sua graça. Foi quando ela me chamou novamente, agora era quente, ela queria que eu acampasse com ela e suas amigas. Opa, eram muitas... eu tava liso. Mas elas pagariam minha parte, com direito a drinks e colchão de ar. Nem perguntei onde iríamos, se era praia ou montanha. O que importava era com quais eu ia. Entramos no carango de uma delas e dei uma geral em volta. Não havia nenhum mala pra importunar, era só eu e as garotas. Elas diziam que só precisavam de companhia masculina pra garantir a segurança do sexo frágil. Chegamos numa cidadezinha perto de Minas, umas três horas depois. Era quase de noite e eu ajudei as meninas a armarem suas barracas, uma a uma, com total dedicação. Independente do tamanho de suas bundas, que variavam um bocado. Inclusive uma das garotas nem bunda tinha, ainda sim armei sua barraca e enchi seu colchão d´água. Afinal de contas, todas elas tinham colocado um dinheirinho na vaquinha pra que eu estivesse por ali desfrutando da natureza. Jade, a garota que havia feito o convite e regulado a punhetinha, tava afins de me botar pra dentro da barraca junto com ela. Só naquele momento eu tinha definitivamente decorado seu nome. Jade, nome de pedra, com certeza era filha de pais hippies. Só precisava terminar meu drink e eu estaria disposto a fazer o que ela quisesse. Era coisa de dez minutos e eu estaria exercendo meu ofício. As outras meninas tinham saído, eram cinco delas. Jade estava do meu lado e uma outra que eu ainda não tinha tido tempo de reparar direito, estava trepada numa árvore escutando o que dizíamos. Jade confessava pra mim que gostava de tomar na frente e atrás de uma só vez, mostrou seu consolo de látex e perguntou se eu tinha as manhas de atolar a coisa toda atrás dela enquanto me movimentasse pela frente. Coordenação motora pra fazer o negócio eu tinha, mas duvidava que ela teria força pra agüentar aquela borracha toda. A garota da árvore foi descendo de leve, com um mini shorts atolado naquele rabo. Possivelmente aquele shorts era tamanho grande, mas mesmo assim não era suficiente pra cobrir aquela carne toda. Era um tipo de mulher que mesmo se vestindo como uma freira pareceria uma puta. Ela não titubeou e disse que seu rabo sim era que agüentava aquele pau todo. Com suas coxas gigantes bem ali na minha frente, meu pau doía bastante. Tirei pra fora e mostrei pra elas. “Olha! É isso que vocês terão na frente, deve ser o suficiente pras duas.” Jade relutou e disse que não faria nada na presença de outra mulher. Não tive dúvidas. Ainda não havia sobrado tempo pra que eu me afeiçoasse a qualquer uma delas, eu digo afeição no sentido emocional. Escolhi a maior e ainda tive a cara de pau de pedir o consolo emprestado pra atolar na gordinha. A barraca era pequena pra bunda da garota. Ela agüentou tudo como prometido. E eu sem um níquel no bolso, e sem nenhuma perspectiva pra ganhar algum. Até aquele momento não acreditava na cota de diversão que Deus liberava pros vagabundos.
Escrito por Blue Velvet às 16h46
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