As Vadias do James Brown


   Manzanas Argentinas

 O gosto de Maria-Mole sempre me trouxe uma doce recordação. Eram assim os fins de noite.  Só se juntar às putas ou travestis em final de expediente e pedir uma dose regada de Maria-Mole numa banquinha de hot-dog; era só isso e depois de alguns minutos a coisa toda pareceria mais leve e  a vida um bocado mais amistosa. Eu sempre colocava uma ou duas doses pra algumas delas, essa era a regra. Se um cara senta ao lado dessas prestadoras de um incrível serviço social, ele tem que se fazer presente, uma  dose generosa pras meninas e Deus começa a conspirar a seu favor.

Naquele domingo eu tava com problemas suficientes pra roer a borda do inferno até conquistar seu centro. Eu queria sexo fácil com putas generosas, e  as putas mais generosas que eu conheço são os travestis que fazem ponto na Indianópolis. Elas sempre estiveram disponíveis pra mim. Sempre foram meu trunfo nas piores horas,  e  nesse dia não  ia ser diferente. Estavam todas lá, umas mais exuberantes, outras caídas. Mas estavam todas realmente muito a fim de foder e tomar todas. Pertencíamos ao mesmo barco. Cheguei no quiosque do Alemão e elas cresceram o olho pro meu lado. Eu era apenas um garoto e elas não estavam acostumadas com garotos no seu pedaço,  pelo menos não estavam acostumadas com sujeitos do meu naipe, capaz de misturar uma boa dose de safadeza com  cavalheirismo, e, no mais, eu era um menino com uma cara bem bacana. Isso fazia com que elas se sentissem mulheres de verdade. Assim a putaria ficava mais fácil, mais leve.

Tabatha era  a rainha delas, uma putona que tinha conquistado aquele quarteirão. Era uma espécie de líder comunitária das travecas. Jogava na cara das meninas o quanto elas eram bundas moles quando aparecia uma renca de playboys pra foder com tudo, e a travecaiada  deitava o cabelo em vez de arrancar o estilete da bolsa e ir pra cima dos caras. Dizia que tinha bunda, peito e uma trolha gigante, arrancava pra fora e mostrava pra todo mundo no quiosque. O Alemão se enfezava, ela guardava a trolha e pedia que seu macho, um motoboy gente fina pacas, a levasse até a bocada pra  que ela pudesse dar um brilho na vida, um lustro no desespero. Ele se esquivava da sua solicitação, fazia piadas cheias de bossa e ríamos todos.

 Eu já tava desencanado de sexo, aquela fauna me divertia. Era um bop de primeira e seus diálogos soavam como um trumpete alucinado dando uma trégua no fim da noite. Coloquei um bocado de Hi-Fi pras meninas, elas me passavam cerveja. Passavam as mãos nas minhas coxas, subiam até meu pau e me chamavam de criatura de Deus com o tempero do inferno. O Alemão pedia encarecidamente que elas me levassem pro drive-in e  chupassem meu pau até ficar esfolado. Elas olhavam pra mim pra ver se eu fazia cara de concordância, me fazia de dândi e  ao mesmo tempo dava um bocado de esperança pras meninas.

As travecas feias e decadentes eram as mais engraçadas, menos profissionais, mais rock and roll. As mais beldades obviamente acabam usando o rabo como um carro forte. Investem em alta tecnologia e viram verdadeiras atrizes pornôs. No meio dessas Pamelas Andersons você se sente transando na Sunset Strip, se sente um Jonh Stagliano procurando a bunda perfeita. Não há quem resista, aqueles rabos te convidam pruma suruba. Mas no quiosque do Alemão só permaneciam as feias e divertidas. As bem acabadas só apareciam de vez em quando, com um taxista que provavelmente era casado com uma dona de casa e queimava boa parte do orçamento com as melhores bundas da Indianópolis. A maioria das gostosonas eram amantes desses caras ou tinham seus cafetões. Nesse dia tinha duas espécies de Ângela Summers no pedaço. Usavam micro saias e tops justíssimos, suas bundas pareciam verdadeiras Manzanas Argentinas. Até o Alemão que era extremamente profissional tava abobalhado com as meninas. As feias faziam cara de desdém e diziam que eu era o macho delas, discordavam entre si e tentavam me agradar da melhor maneira possível. Se ofendiam mutuamente e depois riam.

Meu pau tava que era uma pedra quase estourando a braguilha. Aquele tipo de puta eu só tinha visto em Buttman em Milão, mas no filme eu achava que era truque de filmagem pra que as coisas ficassem enormes exatamente nos lugares que deveria ser. Mas não, aquilo existia e tava ali na minha frente, e melhor, estavam sozinhas. Não pareciam ser vigiadas por nenhum cafetão. Diziam que estavam com a bolada e só tinham parado  ali pra tomar as últimas doses da noite e se divertir um pouco. Não tiravam o olho da minha fuça, eu as tratava como deveriam ser tratadas. Não tinha mais banqueta  disponível no quiosque e a ruiva obscena pediu pra sentar no meu colo. Ela tinha sacado a metamorfose que minha mala havia sofrido desde que elas chegaram e tava a fim de sentir em seu próprio rabo. Deixei o troço encaixar como deve ser e matei um copo de Hi-Fi numa talagada só pra comemorar.

A ruiva foi logo me perguntando se eu tava  a fim de gozar . É claro que estava, mas deixei claro que não tinha a nota que ela estava acostumada a receber. A moça pediu que eu pagasse um Hi-Fi e a foda estaria quitada. Se eu quisesse, sua  amiguinha também estava disposta a participar da alegria. Topei no ato e as outras ficaram no desalento, broxaram e começaram a desfazer da minha performance na cama. Elas nunca tinham sido enrabadas por mim, mas botavam defeito assim mesmo.

Entrei num carrão esporte vermelho, com as beldades, bem bacana, tipo carango de filme. Elas sacavam um drive-in na redondeza, voamos pra lá. Sua amiga índia sugeriu que fôssemos para um motel que tivesse uma banheira de hidromassagem. “Estamos com a grana”. Elas diziam. “Estamos com a grana e a  cabeça feita, agora a gente só precisa gozar com um macho como você”. Tava lindo pra mim, me sentia o próprio Rocco no meio daquelas piranhas festeiras. Parecia que todo sangue do meu corpo estava armazenado no pau.

Chegamos no motel e fui logo bolinado as meninas, elas me chupavam intercaladamente. Pediam pra que eu assasse minha lingüiça dentro de seus rabos. Cuspi bem escarrado em cada buraco e botei a  cabeça. Escorreguei de leve na Índia enquanto a Ruiva engolia meu saco e passava a língua no meu rabo. Era só continuar por ali e estaria tudo perfeito, eu teria um fim de noite digno e tranqüilo. Tava inteiro dentro da Índia que possuía uma das maiores manzanas que eu já tinha presenciado. Eram pelo menos cento e vinte centímetros de carne pra ser devorada. Eu não precisava ser delicado com aquele rabo bem servido e bem utilizado. Eu metia como se tivesse dentro de uma buceta, à vontade,  e ela pedia mais. Tava gostando de ser calibrada daquele jeito. Fui esguichando dentro, fora, na boca das beldades, na televisão, no teto. Esguichei até capotar e acordar no apartamento das duas no final da tarde do dia seguinte. Mas a essa altura do campeonato elas tavam irreconhecíveis, só saquei quem eram porque elas contaram em detalhes o que tinha acontecido. Nem tentei disfarçar minha decepção. Tavam sem suas perucas, vestidas em calças jeans e camisetões, não disfarçavam suas trolhas e exibiam suas malas como se fossem os estivadores do porto de Santos. Até coçar o saco elas coçavam. Pareciam mais lésbicas do que travestis. Me serviram um copo de cerveja, percebi que na essência elas eram realmente simpáticas e hospitaleiras. Levantei-me e fui embora com o copo de cerveja na mão, não havia nenhuma coerência em continuar por ali.

 

 

 



Escrito por Blue Velvet às 11h12
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AS MENINAS DO VHS

 

 

Quando eu tinha dezessete anos trabalhava numa vídeo locadora. Era o primeiro trampo em que eu ralava de verdade. Não tinha trégua. Eram seis horas pagando os pecados. Meus patrões eram, dentro do limite do que pode ser chamado de bacana, caras legais. Jogavam o lado podrão, quase escravagista, pros encarregados. E eles eram todos, menos eu.

O Cláudio era um piadista e seu irmão, do qual não me recordo o nome, era o mais podrão. Os dois eram pornógrafos por natureza, custasse o que custasse contratavam uma garota que lembrava alguma atriz pornô. Ela invariavelmente ganhava o cargo de gerente. O salário da garota nunca chegava a ser o que uma puta do seu naipe ganharia na noite, mas as garotas que eles contratavam pro cargo nunca tinham útero pra botar a bucetinha à prova de um contracheque. Ali era o estágio de futuras putinhas. As surubas entre os dois cafajestes de carteirinha com a pequena patroa era coisa notável, ninguém disfarçava, muito menos ela.

O único cara trabalhando lá era eu. Então a sessão pornográfica ficava nas minhas mãos. Trabalhava de pau duro. Pequenos insetos quase microscópicos andavam entre as fitas de VHS e causavam coceira nas minhas mãos. Deviam ser incubus materializados, frutos da punheta e da pressa em devolver as fitas a tempo.

Os punheteiros invariavelmente andavam de mochila nas costas. Sempre iam sozinhos e carregavam no mínimo meia dúzia de fitas por dia. Jamais me aporrinhavam perguntando o que eu achava desse ou daquele filme. Tinham lá suas paixões na prateleira. Naquele tempo a Savannah era a musa da maioria. Eu ficava com a Angela Summers e com a Erica Bella. Sempre terminava minhas noites com elas. Por elas, meu trabalho valia a pena.

Às vezes algum cara reclamava que tava viciado naquilo. Que aquelas mulheres drenavam a maior parte do salário deles. Eu retrucava: “Para de levar essas fitas durante uma semana, vê o que sobra de grana e paga uma puta legal.” Mas eles diziam novamente: “Não dá, a puta é uma só e cada fita dessas tem várias, no final de semana eu já saí com um harém inteiro.” Não havia mais o que dizer, talvez o convívio  com as mulheres do VHS fosse bem mais amistoso, ainda mais fácil do que conviver por uma hora com uma puta e encarar um orgasmo fingido.

O mais bizarro foi uma família de americanos com dois filhos nascidos aqui. Uma menina entre quinze e dezesseis anos e um garoto de uns treze. O pai dos garotos, um velho bigato, na maior cara de pau, teve “as manha” de alugar um filme chamado “Sexo em Família” E deu pra garota devolver. E ela foi, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Até os punheteiros de plantão que estavam na fila de devolução ficaram intimidados. Dei baixa, olhando nos olhos da menina, e nada. Nenhum sinal de timidez..

Voltava pro meu trabalho nas prateleiras. Setenta por cento dos filmes alugados eram pornográficos. Meu trabalho era árduo, mas eu sempre estava muito bem acompanhado. Daí que a gerentinha gostosa chegou junto de mim e disse: “Vê se organiza isso em vez de bater punheta.” Eu tava realmente de pau duro, não dava pra disfarçar. E na verdade não fazia a mínima questão. Era comum que garotos da minha idade, ao beijar uma menina, disfarçassem o pau duro. No meu caso era o contrário, fazia questão de esfregar. E não lembro de nenhuma ter reclamado. “Se você der essa bunda gostosa pra mim eu nem preciso bater punheta.” Ela ria com gosto. Era uma biscate segura. “Esse rabão tem dono, só dou pro meu namorado e aqueles dois ali.” Aqueles dois ali eram meus patrões, os caras tinham sorte.

Eu lembro que o piadista uma vez me falou que abriu aquele negócio fazendo cópias de filmes pornôs. Copiava e vendia. Era um garoto fissurado em filmes pornograficos, batia muita punheta e decidiu ganhar algum com aquilo. O negócio havia expandido e agora ele comia atrizes pornôs, ou algo que se parecesse muito com elas. Agora ele ganhava a vida em cima dos punheteiros que alugavam as fitas. E ganhava a vida em cima dos punheteiros que arrumavam as estantes pornográficas.

Eu olhava pra cara daquelas putinhas dentro do VHS e elas pareciam rir de mim. Os incubus materializados passeavam pelas minhas mãos causando enorme coceira e eu continuava apaixonado pela Ângela Summers.



Escrito por Blue Velvet às 21h48
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Nesse sábado (28) eu lanço meu pocket "A Última Ficha na Jukebox" no Sebo do Bac






Escrito por Blue Velvet às 00h21
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TOP CINE

 

Uma das histórias que mais me surpreendeu foi a do cara que teve seu pau decepado num cinema pornográfico da São João quando estava no auge da sua punheta. Eu já entrei num deles algumas vezes. Às vezes ia procurar trabalho no centro. Dava rolês durante toda a manhã. Enfrentava filas na porta de uma agência de empregos, junto com outros office-boys. Preenchia fichas. Batia nas metalúrgicas tentando trampar como desenhista técnico. Batia um Hot Dog de Cinqüenta na República, virava uma lata de cerveja. Pensava no pesadelo de conseguir um daqueles trampos inúteis. Eles não me serviriam pra nada. Olhava pro rabo das putas, pro rabo das travecas da Rego Freitas indo de sainha pro mercado.  Depois me direcionava pra São João. Cine barato, duas salas, uma passando filmes do Bruce Lee e outra só de putaria. Pedia ingresso, pagava com o troco do lanche. O cara da bilheteria me dava um pro Bruce. Eu reclamava, reivindicava o direito de ver as putas na tela grande fazendo a alegria dos homens. Muitas vezes eu o convencia que precisava ver aquilo. Trocavam meu ingresso e eu ia pra dentro descarregar meus culhões. Aquele cheiro de cândida impregnado na sala. Outras vezes tinha que me contentar com o grande lutador. Era legal também, eram diversões diferentes. De qualquer maneira voltava pra casa satisfeito. Antes passava nas Grandes Galerias e voltava pra casa mais satisfeito ainda, com um disco do Sabbath debaixo do braço.

        Nesse tempo eu era jornaleiro. Ainda existia o Notícias Populares. E eu classificava a clientela pelo que liam. Simpatizava particularmente com os varredores de rua. Se fosse dia de varreção, o NP acabava bem cedo. Se não era, encalhava. A banca ficava ali na entrada da USP, e a galera informada não lia esse tipo de bobagens. Sempre separava um pro final da tarde, quando as coisas ficavam mais calmas. Separava a mulher do pôster. Teve uma época que saía uma por semana. Uma gostosa pra diversão do leitor. Lia minuciosamente as páginas de crime. E numa delas, tava lá: “Pedreiro perde o bilau no escurinho do cinema.” Aquilo me intrigou, fui direto pra matéria. Não era brincadeira, tava lá o nome do cinema e tudo. Era o mesmo que eu freqüentava na São João. Era comum que um cara entrasse lá, se mocozasse num canto e se bronhasse até ver estrelas. O cinema era feito pra isso, pra que um cara com os ovos cheios descarregasse todas suas vontades ali naquele lugar. Mas nesse dia foi diferente, o cara tava lá, à vontade. Mais algum chapa, porque foi um amigo do decepado que tirou a alegria do sujeito. O carrasco pediu que seu amigo parasse com aquilo. Que batesse punheta em casa. Que ali era um lugar público e ele não admitia que batessem uma bronha ao seu lado. Daí o decepado disse que se ele quisesse que batesse uma também e que parasse de incomodar. Não restou outra alternativa pro carrasco ao não ser arrancar sua faca da mochila e acabar com a festa do punheteiro.

        Eu, que era um freqüentador daquele lugar, que já tinha batido as minhas por lá na hora do almoço, sempre achei que não havia nenhum problema. Achei que ali fosse pra isso mesmo. Sabia que punheta não deve ser tocada na frente de quem não está interessada em ver. Uma vez um vendedor e aficcionado por filmes pornográficos tentou isso diante de uma moça nas ruas de Campinas e por causa desse feito responde um processo até hoje. Mas isso é assunto pra outra história.

        Quando pivete sentia vontade de me punhetar durante a missa. Aquilo me atazanava. Ali era o lugar que mais dava vontade. Sempre tinha uma piranhuda pecadora no banco da frente. Daquelas que possivelmente estão chifrando o marido católico e bem sucedido. E os dois vão à missa por motivos diferentes. O cara pra agradecer a Deus sua prosperidade, agradecer a força que Deus lhe dá pra que ele continue puxando o saco do diretor da empresa. E a moça tentando se redimir de tamanha putaria, tentando se redimir dos cornos que ela bota naquele puxa saco que pretende ficar rico antes dos quarenta.

        Sabia que se eu fizesse uma putaria dessas na igreja, seria ridicularizado. Apanharia um bocado em casa. Então não fazia. Guardava o caldo pra quando eu pudesse me divertir nos cinemas pornográficos. Olhando putas que falassem: “Se masturbem olhando pra mim, eu sou uma vaca, uma puta de verdade.” É claro que se eu tivesse coragem de me punhetar escondido olhando pra putona do banco da frente seria mais excitante. A quantidade de porra também seria bem mais satisfatória. Mas era impossível. Ao mesmo tempo, fazer aquilo no cinema da São João era quase uma banalidade, trivial. Até o dia da decepa. Daí em diante a coisa ficou perigosa. O carrasco inventou uma nova lei ali dentro, onde todos os punheteiros corriam perigo. Nunca mais apareci por lá, me contentava com as meninas da mini fiesta enfeitando meu banheiro. Arrancava as páginas e colava com cuspe nas paredes, todas elas ali, olhando pra mim enquanto eu tinha meus momentos de luxúria.



Escrito por Blue Velvet às 20h30
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Muita Banha, Muita baixaria

 

 

 

Desci envolvido pela curiosidade mórbida. Tava de saco cheio. Já tinha lido o suficiente. Meu vídeo cassete tava quebrado e não tinha nada na tv que valesse. O sono não vinha por causa do excesso de nicotina e álcool. Não tinha grana pra puta. Embora morasse num pardieiro em que elas eram maioria, não conseguia trepar com nenhuma de graça. Ali ninguém se mexia por menos de 15 paus.

            Um saco preto arrancado às pressas do grande depósito de lixo de todos os moradores da Sebastião Pereira servia pra ocultar a bizarrice de um corpo mutilado por uma garrafa de conhaque quebrada. Apenas um tufo de cabelos estava à mostra. Era quase uma montanha de carniça. As ratazanas saíam das tocas e olhavam a cena, como se estivessem presenciando um banquete. Só não se aproximavam por causa do volume de curiosos que estava em volta do corpo.            

            Naquele lugar, o mais podrão da Santa Cecília, não fazia diferença se um morto fosse enterrado ou jogado no triturador de um caminhão de lixo.

            Provavelmente o presuntão morava ali no 221 da Sebastião. No pior pardieiro de todos, onde o negócio das putas é trepar no atacado. Onde o cheiro de porra, mijo e perfume barato predominam. Onde só as velas de macumba podem ser a salvação daquelas almas com poucos motivos pra existir. Ali é o lugar das meninas perdedoras e dos travecos fim de linha, acabados no crack, malhando um real pra pinga, fazendo chupeta em banheiros de cinemas pornô. Arrastando um tipo de vida que até o diabo recusa.

            Cheguei perto do saco. Os policiais não tavam dando a mínima pro presuntão. Já estavam acostumados com aquele tipo de coisa. Se divertiam contando uns aos outros sobre os crimes mais bizarros possíveis. Como o de um viado que decepou o pau do amante e enfiou no próprio intestino e outro de uma velhinha Testemunha de Jeová, que ao bater na porta de um cortiço abarrotado de nóias fazendo a cabeça não só foi obrigada a fumar uma pedra inteira como teve seu cu transformado numa couve flor por uma dúzia de negros bem dotados. Eles contavam e se divertiam e não havia outro modo de conviver com aquela podridão toda sem um bocado de sadismo. Aproveitei o momento recreativo dos Homens Da Lei e levantei a borda do saco. O que vi foi Black Jones. A famosa traveca negra de peruca loira, também conhecida como Fofão. A sensação dos catadores de papel, dos pingaiadas e dos mendigos da área. Uma gorducha de quase um metro e noventa por cento e quarenta quilos. Com um rabo entupido de porra. A rainha dos travecos da Santa Cecília era cento e quarenta quilos de banha com um corte profundo na jugular e um pauzão de quase vinte cinco centímetros decepado e enfiado na própria boca.

            Quando o resto dos curiosos percebeu a cena, piadas e trocas de acusações sobre quem e como fulano tinha vivido suas aventuras eróticas com a Black rolaram soltos. As cabeças esquentavam e as tragadas na garrafa de pinga que rodava a banca aumentavam de acordo com a animosidade. Uma mistura de sadismo e frustração.  Menos de dez minutos após o corpo ser identificado pelos seus amantes, não restava ninguém por perto, provavelmente o criminoso poderia ser um deles.  E mesmo que não fosse, todo mundo ali já tinha nascido culpado por alguma coisa. 

            Os carniceiros do serviço público desceram e olharam em volta. Acenderam um baseado e começaram a rir pro corpo da Black. O careca com os dentes podres disse: “Muita banha, muita baixaria”. “Deixa pras ratazanas, olha como elas tão com fome” - emendou o urubu cabeludo com o  nariz cheio de pó.



Escrito por Blue Velvet às 16h29
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Semana que vem eu boto um conto novo por aqui.

Escrito por Blue Velvet às 17h11
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Repeteco

A idéia aqui é botar um conto de putanice por semana. Mas nessa não deu. Tô escrevendo um romance, e isso tá me tomando um certo tempo. Então vou postar uma das primeiras estórias do vadia. Aí vais   " Uma Chupetinha Pra Relaxar."



 

Eram três coxinhas e um misto quente. Aquilo seria minha janta, um banquete às três horas da manhã. Eu tava chapado de Domecq e com o pau parecendo uma pedra. O que importava nesse momento era uma bunda grande e redonda pra me acalmar. Tinha duas delas no bar do Já Morreu na Liberdade. Vestiam microssaias e a polpa de suas bundas me convidavam pruma suruba luxuriosa. Elas falavam e rebolavam, parecia que nenhuma pica seria capaz de apagar a putaria que pinicava em suas cabeças. Ali eram donas da bola, mestras da chave de coxa. Pelo horário e o sorriso já tinham ganho a bolada. Tavam numas de provocação, eram profissionais que faziam seus serviços com prazer e devoção. Todos os pingaiadas do final da noite pareciam realmente satisfeitos com o que estavam vendo. Se iriam fodê-las ou não, isso era outra questão. O que importava era que aquilo inspiraria uma boa punheta.

A maior delas, uma cavalona de quase um metro e oitenta de altura, tinha uma proporção de pernas pra lá de satisfatória, um troço cor de mel que depois de besuntado com óleo faria um cara gozar só de olhar aquilo tudo. Eu não tinha grana pra pagar por aquelas putas, iria me acabar minutos mais tarde assim que devorasse meu banquete e subisse pro meu mocó. Eu tinha uma namorada que geralmente dormia com a bunda arrebitada cortada por uma micro calcinha. Olharia aquilo e bateria uma punheta sobre seu rabo e gozaria toda porra de meus culhões por lá. Seria isso e eu dormiria em paz, de cara cheia e satisfeito. Aquelas vadias que se fodessem. Eu tava liso, minha grana tinha sido gasta em Domecq e havia sido justo. Eu tava quites com a noite.

Subi com a idéia fixa de fazer exatamente o que havia planejado. Gozaria no rabo da Morgana e ela nem perceberia. Tinha um sono de pedra aquela garota. Se eu a acordasse com o pau entre suas pernas e pilasse sua bucetinha ela provavelmente ficaria agradecida, mas o tesão era outro, voyeurismo algumas vezes é mais tesudo e gratificante. Entrei de leve no quarto e devorei os quitutes, e ela tava lá exatamente como eu imaginava, de rabo arrebitado com um travesseiro sob a barriga. Fui arrancando meu pau pra fora e jogando um cinco contra um. Tesão de conhaque é um troço supremo, se um cara com alto nível de testosterona não tiver um certo controle ele  pode  até estuprar uma mulher exibicionista no meio da madrugada. Confesso que já senti vontade de fazer um troço desses uma porrada de vezes, mas um pouco de civilidade não faz mal a ninguém eu sempre segurei minha bronca. E isso acontece independentemente do tarado fazer sexo regularmente ou não. Testosterona é uma coisa traiçoeira. O sujeito queima os neurônios de uma só vez e perde a mão da massa e acaba fazendo besteira.

No meio da suruba imaginária, Morgana começou a soltar umas frases desconexas, gemia e sussurrava como se eu a estivesse fodendo de verdade, mas o fato é que a mulher dormia que nem uma pedra e nem desconfiava da minha presença. Aquilo não era comigo, talvez sonhasse que fodia com outro cara. Melhor ainda, aquilo me deixava mais instigado. Quanto mais eu socava a bronha mais ela gritava, talvez aquilo fosse sexo telepático, mas eu não acreditava nessas bobagens. Ela tava ali, sonhando que outro macho socava sua buceta. Era isso, eu tava sendo corneado em sonho, um puta dum adultério onírico.

Aquilo me emputeceu, desci até o bar e entrei no meio das putas que tinham um quarteirão no lugar do rabo. Tinha um homem franzino com elas, parecia ser um taxista das antigas procurando diversão no final da noite. A proposta era a seguinte, se ele desse uma carona pra elas até o Bairro de Moema o sujeito ganharia uma chupeta caprichada. Pedi mais um conhaque e dei um gole só, pra relaxar. Elas apreciavam minha presença, ainda que eu não tivesse aberto o bico, provavelmente era esse o motivo e era melhor que continuasse assim. Eu calado sacando a dimensão da putaria. A coxas de mel olhou pro meu lado e disse que tudo que ela precisava era de um pouco de cocaína pra se alegrar e se eu sabia onde encontrar. Tava oferecendo banana pro macaco. Eu conhecia quase todos os traficantes que faziam suas tretas no local. Tinha algum crédito com a escória e não foi nem um pouco difícil fazer a vontade da piranha.

Voltei com uma peteca regada, só pra ela. É sempre melhor foder uma mulher enquanto ela tá de cabeça feita e você limpo, chapado só de um bom e velho destilado. Entreguei seu prêmio e tava convidado a participar da suruba. O velho dirigiria e eu seria chupado no caminho. Depois seria sua vez, tava tudo acertado. Era só ligar o motor e fazer a coisa enquanto ainda era noite. Saímos daquele bar lotado e logo que o Jeremias entrou na 23 de maio as putas engoliram meu pau, não precisou de muito pra  que eu gozasse, tava satisfeito. Agora eu só queria descer daquele carro cheirando porra e voltar pra minha casa, tava exausto. Era a vez do taxista e eu não tava nem um pouco a fim de assistir nada. Pedi pra descer, o cara parecia não me escutar ou se fazia de surdo. As putas me ignoravam completamente. Era como se eu tivesse ficado invisível depois da esporrada.

O velho parou o carro num acostamento ainda na Vinte e Três de Maio, perto de uma árvore. Um lugar inóspito, ali eu viraria presunto sem que ninguém visse. Porra, o cara era pervertido e naquele momento provavelmente meu rabo tava em jogo. Pensei que devia me envolver na suruba onírica da Morgana e ser um corno onírico também. Se tivesse feito isso agora tava numa boa de pau mole e tranqüilo.

O taxista sacou uma faca, do tipo faca de churrascaria. E olhou pra mim com uns olhos possuídos :

“Pervertido filho da puta, desce aqui mesmo com esse bando de puta que aqui é o carro do Senhor”

“Mas se você é crente porque trouxe a gente até aqui e deixou o menino ser chupado no seu táxi ?” A putona loira disse.

“Satanás tava me testando, mas Jeová ganhou a batalha”

A gente desceu na miúda, pelo menos estávamos livres do pior. Colocamos os pés no chão e começamos a andar de volta em direção ao centro. Não abríamos o bico, aquilo era simplesmente uma anomalia. Foram menos de cinco minutos de caminhada e o filho da puta parou com o táxi do nosso lado.

“Tenho coisa melhor pra vocês, acabei de conversar com Jeová. E ele me deu umas dicas”

Gelei, as putas começaram a sentir frio de verdade. Não havia saída. O cara já não tinha simplesmente uma faca nas mãos, e sim um trinta e oito mirado pra nossa cabeça. Tudo que podíamos fazer era ouvir o que ele tinha a dizer. E provavelmente o que ele tinha a dizer não era nada legal.

“Bem, eu quero que vocês meninas, vistam esse casaco, pois parecem estar com frio.”

Ele começou a recitar trechos da Bíblia. Olhava pra mim como se me reservasse o pior.

“Agora você garoto, tá na sua cara que Deus realmente te deu oportunidades e você não aproveitou. Agora essas mulheres vão morrer e você vai assistir”

“A gente vai pra sua igreja, pastor, e larga mão de ser puta” A morena disse.

“Jeová falou agorinha mesmo que vocês são irremediáveis, e não tem negociação, vocês vão morrer pra ter uma nova chance no céu”

Olhei pras mãos do Jeremias, parecia realmente decidido. Pediu que as meninas se ajoelhassem de frente pra árvore, recitou mais um trecho da bíblia e apertou o gatilho. “Vão pros braços de Jeová, meninas”

            Foram dois estampidos na nuca e aquelas beldades ficaram ali estiradas na calçada. Um bocado de tesão desperdiçado. Um desserviço público.

“Agora que isso sirva de lição pra você, garoto, escravo de Satanás, carne fraca, aquelas mulheres são o diabo disfarçado. Agora volta pra sua família e ore em nome de Jeová”

Devo ter corrido durante uns quinze minutos, antes que Jeová mudasse de idéia e decidisse que meu fim fosse um bocado cruel.



Escrito por Blue Velvet às 17h08
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 Esse foi o primeiro bom filme de putaria que assisti

 Acho que tinha dezesseis anos. Já havia visto alguns antes, mas nada como esse. Foi aqui que eu descobri a Angela Summers e o  Stagliano. Uma dupla bacana, que fazia um pornô como quem está se divertindo de verdade. Acho que a coisa tinha a ver com o carisma de um diretor como Stagliano que deixava a vadia a vontade na hora da trepada. Sem tantas medidas e profissionalismos. Ali, a coisa funcionava com uma técnica de imagem perfeita, mas a putaria era natural. Tem uma cena bem legal, não lembro se é nesse filme. É uma cena em que o Stagliano está esperando uma amiga, essa amiga é a Summers. Ela chega com uma micro-saia e quando vai subindo até o estúdio o cara começa a pirar que o formato de sua bunda é o de uma maçã. Ela empina, ele tira o cacete pra fora e começa a bater naquela bunda gigante. Ele aproxima a câmera e dá um ângulo bacana, perfeito, coisa que só um puta profissional do pornô pode extrair. Mas o grande barato é a sacação de deixar com que a coisa fique expontânea, do tipo, apenas um cara chapado filmando a bunda de sua amiga piranhuda.

 



Escrito por Blue Velvet às 02h22
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Putinha de Ocasião

 

 

 

A plataforma do metrô tava lotada. Silvio Cappo sempre olhava toda extensão da plataforma. Andava lentamente de cabo a rabo, a fim de encontrar uma bunda bem recheada pra encoxar na entrada do vagão. Se encontrasse alguma do seu feitio fazia questão de ser notado pela beldade. Olhava descarado, apertava os bagos. Gostava que ela percebesse o quanto aquilo tudo fazia bem pra ele. Algumas olhavam feio, saíam de perto. Outras comentavam com alguma amiga que estivesse junto. Dava um sorriso leve e se orgulhava com o que estava proporcionando. Era difícil que a recepção fosse amistosa. Mas quando acontecia, ele chegava junto. Falava escroto, não soltava o pau. Até seus trocados ele oferecia, caso a menina deixasse que ele se metesse a voyeur. Sabe lá, às vezes a mina podia ser uma putinha fora de expediente. Ou não. Podia ser uma pretensa puta, vendo ali uma oportunidade pra ingressar no ramo. Ou simplesmente uma mina orgulhosa pelo fato de um cara confundi-la com uma puta. Valia arriscar, chegar junto, arrochar sem medo. Tinha como máxima a sabedoria popular, que o homem tem o “não” como certo. Daí baixava a guarda do orgulho e se arriscava, que nem um cachorro vira-latas atrás de uma cadelinha no cio.

Nesse dia tinha uma delas desfilando na plataforma. Vestia um shortinho de lycra que cobria uma calcinha mínima. Por cima era só uma mini blusa sem soutien. Bicos do peito ouriçados, levemente bêbada. Era a visão do paraíso, a garota era dona das maiores e firmes coxas acompanhadas de uma bunda devidamente proporcional. Tinha peitos pequenos e isso sempre era um bom sinal pra Cappo. Peitos pequenos e bunda grande.

Quando garoto era obcecado pelas garotas das revistas pornográficas. Naquele tempo preferia as peitudas. Nunca tinha visto uma potranca de perto. No papel, peitos grandes eram mais bacanas. Proporcionavam mais tesão. Mas quando viu a primeira mulher de perto, assim, com uma calcinha socada no meio do rabo e aquela carne toda, dura e saltando pra fora, não teve dúvidas, era aquilo que o deixava em riste. Era aquilo que tirava sua concentração. A partir dali, quando devia ter no máximo dezessete anos, ele sacou o que fazia sua pica endurecer. Dali pra frente quando de fato o sexo fosse colocado em prática, sua preferência seriam as rabudas. Caso desse sorte com uma que fosse boa de rabo e de peito , entraria em transe, enfraqueceria e seria escravo dessa mulher.

Por enquanto o que ele tinha pela frente era só uma rabuda. Mas era a melhor carne que tinha visto. De longe sentia o cheiro saindo da bucetinha, provavelmente molhada de tesão. Ela cantarolava a musiquinha que escutava no mp3. Dançava, olhava em volta. Sacava Silvio. Ele segurava os bagos, mexia e remexia por cima da calça. Ela sorria leve. Rebolava mais. Fingia amarrar o tênis, só pra arrebitar a bunda. Silvio sacou do bolso da jaqueta uma garrafinha com um bocado de Domecq. Meteu um gole pela goela. Esquentou, criou coragem e chegou junto da garota. Ela ignorava sua presença, continuava cantando. Não havia um macho na plataforma que não tivesse ouriçado. Encoxavam a menina na entrada do vagão. Ela balançava e dava bundadinhas pra trás. Rebolava, encaixava e depois ia pra frente. Diante de todas as putinhas que Silvio tinha visto no metrô, nenhuma era tão puta e gostosa como aquela. Não poderia deixar que escapasse. Sentou no banco em frente o da garota e pensou. “Onde essa vaca saltar eu também salto”. A menina foi longe, até a rodoviária do Tietê. Silvio desceu do vagão e conferiu os bolsos. Tava tudo lá, cartão e talão de cheques. Se precisasse viajar pra longe só pra continuar olhando aquela bisca, viajaria. A moça parou no guichê, onde as pessoas que vão pra Jundiaí compram seus bilhetes. Colou atrás da sua bunda e comprou um bilhete pro mesmo ônibus. Desceu a escada rolante e parou no quiosque onde a garota comia um pão de queijo com pingado. Ela parecia mais sóbria depois do café. Olhou pra ele e disse: “Você vai mesmo pra Jundiaí, ou tá só me seguindo ?”

“Parece que eu vou mesmo pra Jundiai.”

“É, eu sou de lá.”

“Eu vou pra Jundiaí, só porque seu rabo tá indo pra lá”.

“E eu? Comigo você não se importa?”

“A única coisa importante em você é que seja suscetível o suficiente pra deixar eu bater uma punheta vendo seu rabo de perto.”

“Você é muito cara de pau.”

“Nem tanto, sua bunda é que é muito grande.”

“Se você quiser isso, a gente pode ir até o banheiro, mas vai sair caro.”

“Quanto?”

“Cem paus”

“Cem paus eu como uma puta de verdade”

“Vai ver que é por isso que eu cobro caro, eu não sou puta de verdade.”

“Tá, eu pago.”

“Só pra ver? Com cem paus você pode comprar um monte de revistas e dvds piratas de putaria.”

“É?! Então vamos logo. Antes que eu mude de idéia e resolva seguir sua sugestão.”

“Você conhece algum lugar?”

“Tem um bar, aqui fora da rodoviária. Sabe como é. Aqui dentro não dá. Tem câmeras por tudo quanto é canto.”

Os dois desceram as escadas. Silvio tava que não se agüentava. Mexia na pica e a porra vinha. Parava na porta e com muito esforço voltava. Ela sugeriu que pelos mesmos cem paus, além de deixar que ele visse de perto, ela também chuparia caso tivesse um rola bonita e limpinha. Não precisava ser muito grande. O mais importante é que fosse bem limpa. Aquilo o deixou mais tesudo. Desceu três degraus olhando aquela bunda e gozou. Disse que o trato tava desfeito. Na sua calça tinha um manchão de porra dando pala. Ela riu e pediu os cem.

 

“Mas a gente não foi, você nem baixou o shorts pra eu ver a calcinha”

 

“Cara! E os direitos autorais pela minha bunda. Você gozou por causa dela. Então vai ter que pagar, senão eu chamo a polícia e os homi vão ver essa porra toda.”

Silvio abriu a carteira, tinha cem paus em duas notas de cinqüenta. Ela pediu dobrado, porque como ele tinha gozado na rua a coisa toda ficara  mais cara.

“Posso pagar em cheque os outros cem?”

“Pode.”

“Tá aqui, então, certinho. Mas não dá pra fazer uma presa?  Tô com vontade de novo.  Dei duzentos. Dá pra fazer aquela chupetinha?”

A menina olhou pra nota, depois pra mancha na calça branca de Silvio. Depois olhou pros dois seguranças do metrô que vinham na direção deles. Ela chamou pelos homens e foi eloqüente : “Esse cara estava se masturbando atrás de mim. Peguei ele gozando na caruda.”

Os dois agentes olharam bem pra bunda da menina e depois pro Silvio e disseram:

“Nós entendemos você, garoto. Mas de qualquer jeito vai ter que nos acompanhar.”

 

 



Escrito por Blue Velvet às 18h30
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Cachorros Uivando Na Madrugada

 

 

 

Uns dias atrás eu tava na janela do meu quarto. Tava chovendo há uns dois dias seguidos e alguns cães se divertiam um bocado independentemente da chuva que caia sobre eles. Eles trepavam um bocado na única cadelinha presente. Havia um manco no meio deles. Um pitoco cheio de tesão que levava o maior trampo pra alcançar a cachorra. Ela parecia querer sexo com todos os presentes, não tava numas de escolher. Ali a democracia imperava. Nenhum dos cachorros brigavam pela xavasquinha. Cada um, civilizadamente esperava sua vez e alternavam. Davam rolês até a esquina pra ver se a barra tava limpa e voltavam pro rodízio. Eram como vários brothers descolando uma vagabunda no meio da noite. Aquela vagabunda gente boa que decide dar pra todo mundo e faz isso com a maior naturalidade do mundo. Saca que todo mundo ali é brother e jamais vai criar algum tipo de indisposição entre eles. Aquela vagaba que conhece um homem de perto e respeita seus códigos morais. Não estão numas ostentar o poder da xavasca e sim compartilhá-la da melhor maneira possível. Aí um cara no busão solta uma dessas: “Mulher só dá se o cara tiver grana” e o outro um bocado mais realizado retruca: “Essas existem sim, mas tem um monte de bucetinha por aí que só tá mesmo é afins de dar e pronto, você é que tá andando pelos lugares errados”. É óbvio que concordei com o segundo, se o cara quiser as Pamelas Andersons de Moema e da Vila Olímpia vai ter que sair de casa regado da nota. Vai ter que bancar uma garrafa de Absolut e várias latinhas de Red Bull, ainda vai ter que descolar uma boca quente com pó bom. O carro vai ter que ser bacana. E ainda assim a bucetinha nem sempre é cheirosa. No toca fitas vai ter que rolar a pior música. O cara vai ser escutar os piores assuntos. Mas o tipo de imbecil que acha que mulher boa é só aquela que vai drenar seus trocados, não merece coisa melhor. Esse tem que ficar numas de fomentador de putinhas de quinta. Aquelas pré fabricadas de óclão, bota e cabelos loiros com chapinha. Esse tipo de mina eu me contento as assistindo em filmes pornôs. De perto não consigo manter minha presença por mais de cinco minutos. E minha presença pra elas obviamente também torna-se um troço insuportável.

No mais, fico tranqüilo enquanto os cachorros trepam e estão felizes. Enquanto a molecada conta suas aventuras pra mim. Eles falam que as guriazinhas de hoje tão liberando o big mac, sem frescura, nas esquinas da Augusta, assim de graça. E se isso tá afetando os puteiros, eu não sei de nada. Acho que onde há putaria, há espaço pra todo mundo. E na putaria onde cabe um pau, cabe dois. Só sei de uma coisa, tem uma molecada se divertindo um bocado com isso. E cachorros uivando na madrugada.



Escrito por Blue Velvet às 23h49
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Vadias de James Brown Forever

 

Ok. Já me chamaram de homofóbico algumas vezes por causa da posição que eu coloco alguns personagens diante do mundo viadístico. Já me chamaram de machista também, porque geralmente minhas personagens são piranhas. Não estou me justificando. A coisa por aqui vai continuar como está. Principalmente o nome do blog. Até porque, na medida do possível, eu estou lidando com personagens. A primeira pessoa não sou eu. Sacaram? É claro que a maioria dos leitores desse blog e dos meus livros sacaram. Mas existe uma minoria que não saca. Geralmente as ofensas são diretas a mim e acontece mais por parte dos leitores dos contos que publiquei em livros. Por aqui, pelo menos, nunca rolou nenhuma ofensa. A coisa acontece mais na rua mesmo. Algumas lésbicas me acusam de homofóbico e machista, é claro que isso parte apenas das lésbicas limitadas no seu mundinho da Loca e imediações da Frei Caneca. Quando muito, elas lêem alguma coluninha feminista no jornal. Quanto aos gays, muitos curtem o que eu escrevo. Alguns dizem descaradamente que gostariam de ser uma das Vadias de James Brown. Mas geralmente o provedor do prazer, quando bicha, é um traveco. Simplesmente pra coisa ficar mais divertida pra quem estiver enrabando. Quanto às piranhas, as que não tem nenhum problema com o próprio comportamento, também ficam numas de protagonizar uma dessas histórias. E algumas das que não são, curtem numas de voyeurismo. Porra! Não existe nada mais sacal do que mulher pudica que entra numas de criticar a piranhagem, ou meter o pau em quem fala delas sem pudor. 

 

 

 

 

Gardenal e Gold Label

 

   Nunca fui muito com a fuça do Ronaldinho Gardenal. O sujeito sempre apareceu com aquela cara de idiota posando pras revistas de celebridades. Sempre posando com uma criatura que acompanhasse sua idiotice, assim, pra ficar bacana na foto. Nunca gostei de jogadores de futebol que são mais interessantes pros papparazzos do que pro próprio futebol. Mas na semana passada eu vejo o cara, bem mais gordo, muito parecido com o comediante Bussunda. Minha primeira impressão foi  “o Ronaldinho está parecendo mais humano. Tá dizendo um foda-se. Já era mesmo minha carreira futebolística e agora vou virar um porco gordo cheirador e fodedor de bibas”.  

 Pra mim, foder bibas está longe de tirar o mérito de um cara, agora, bem que ele podia ter escolhido melhor as bonecas. Já foi o tempo que por aqui existiam travestis bacanas, bem fornidas. Bem antes da mulher melancia existiam uma porrada de rabudas desfilando pela avenida Indianópolis, pelas imediações da Amaral Gurgel e Jóquei Club. Mas a oferta italiana, assim como ocorreu com os jogadores de futebol, atraiu as beldades pra lá. Deve ter sido isso, o cabra viu muita traveca em Milão. E chegando por aqui não resistiu. Bateu uma crise braba de abstinência. Os italianos importaram as melhores e o que sobrou por aqui foram só os refugos. O excesso de álcool perturba a vista, melhorando qualquer bagaceira em cinqüenta por cento. O garoto acabou confundindo as travecas brasileiras do calçadão com as beldades que foram ganhar a vida em Milão. O que ele queria era mulher de rola, mas fica meio difícil o cara assumir essa bronca, assim na seca, em cadeia nacional. Daí, na maior cara de pau, e não há álcool suficiente pra tal confusão, o craque diz que confundiu as bichas com prostitutas. Eu mesmo já vi coisas bem melhores mostrando o rabo pela noite  adentro. Meninas turbinadas que se não fosse pelo tripé, até passariam por mulheres. E que mulheres! Mas aquelas três, pra confundir, só se fosse com muito Gardenal. Existem coisas que o dinheiro não compra e uma delas é o bom gosto. Volto a dizer, meter com travesti não é nenhum demérito. Desde que o cara escolha uma que seja  realmente gostosa. No mais, nessa porrinha de mundo de celebridades, onde qualquer bostinha consegue seus dias de fama, essa foi a hora e a vez das bibas.  Pegaram o mané. Hehe, Ronaldinho, misturar seu Gardenal com pó e uísque dá nisso.



Escrito por Blue Velvet às 21h15
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Big Royalties

Eu tava passando pela banca de jornal e vi uma  bunda enorme, redonda. Sempre fui ligado em mulheres de papel, desde pequenino. Elas me fisgam. Se o trampo de fotoshop influencia muito nas curvas dessas beldades ou não, isso realmente não me importa. Não vou ter um caso com elas. Pelo menos a probabilidade disso acontecer é muito pequena. E esse não é o lance, sempre preferi mesmo que elas ficassem no papel. Até porque abrindo a boca, emitindo suas opiniões... devem ser um terror, cantando então... nem se fala. Fora do papel gosto de ver essas beldades rebolando. E é claro que eu tomo cuidado com meus ouvidos, botando o som no zero. Só voyerizo e bato uma religiosa. Mas como já disse, só assisto sem trilha sonora. Bato as minhas e isso ocupa um tempo diminuto no meu dia. Se aquelas bundas enfiadas numa micro calcinha valem a nota, elas que façam bom proveito. Que aproveitem bem seus royalties. Eu mesmo sempre preferi mulheres que soubessem falar antes de rebolar. E existem muitas por aí. Inclusive mulheres inteligentes e de bundas fartas. Se algumas preferem que a  bunda chegue primeiro, é só uma questão de opção. Cada um com seu talento. Gosto de falar com mulheres e gosto de foder com mulheres. O fato é que se eu puder fazer as duas coisas com uma mulher, me sinto definitivamente mais humano. E isso já está resolvido.



Escrito por Blue Velvet às 04h00
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E a Tracy faz esse filme também. É o "Cry Baby", com o Jonny Deep e o Iggy Pop.

 



Escrito por Blue Velvet às 18h11
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Eu tava fuçando no google e descobri que saiu uma coleção de dvds da Tracy Lords

  • Coleção Tracy Lords a Musa do Pornô da decada de 70 e 80 - Foto 1
  • Coleção Tracy Lords a Musa do Pornô da decada de 70 e 80 - Foto 2
  • Coleção Tracy Lords a Musa do Pornô da decada de 70 e 80 - Foto 3
  • Coleção Tracy Lords a Musa do Pornô da decada de 70 e 80 - Foto 4


  • Escrito por Blue Velvet às 18h05
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    Só pra enfeitar o ambiente, vai aí a Mônica Belucci

    Monica Bellucci Wallpaper



    Escrito por Blue Velvet às 05h15
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